Sequele – O candidato ao cargo de primeiro-secretário provincial do MPLA no Icolo e Bengo, Auzílio Jacob, defendeu, esta segunda-feira, a necessidade urgente de o partido reforçar a essência e dimensão ideológica de esquerda, orientada para a resolução dos problemas das comunidades.
Sequele – O candidato ao cargo de primeiro-secretário provincial do MPLA no Icolo e Bengo, Auzílio Jacob, defendeu, esta segunda-feira, a necessidade urgente de o partido reforçar a essência e dimensão ideológica de esquerda, orientada para a resolução dos problemas das comunidades.
“Sentimos que o partido começou a perder a sua essência, a dimensão ideológica, porque as coisas começaram a afastar-se, cada vez mais, do conhecimento sobre a natureza do MPLA”, apontou Auzílio Jacob, no final da apresentação da sua candidatura, realizada na comuna da Funda, sublinhando que muitos militantes ascendem a cargos de direcção e chefia sem reflectirem o comportamento associado à base ideológica partidária.
Para o candidato, o MPLA deve firmar-se como uma força política de esquerda, actualmente movimentada pelo centro-esquerda, focada na moralização da sociedade, na industrialização, no fomento da agricultura e na promoção do desenvolvimento sustentável.
Auzílio Jacob explicou que a sua campanha visa partilhar a história da organização com a massa militante, de modo a contrapor as adesões motivadas apenas por influências externas ou redes sociais, sem o devido conhecimento da natureza da agremiação política.
O também governador provincial do Icolo e Bengo exortou a divulgação do “país real” e das conquistas alcançadas sob a égide do MPLA nos últimos dez anos, com particular realce para as reformas introduzidas no combate às más práticas.
No domínio económico e de infra-estruturas, destacou a estabilização do sector energético nacional, a reabilitação das centrais hidro-eléctricas e a mitigação dos efeitos da seca no sul do país, através do canal do Cafu, da barragem de Calucuve e da execução do projecto da Cova do Leão, na província do Cunene.
Apontou, de igual modo, a operacionalização do Corredor do Lobito e a alteração da estrutura do Orçamento Geral do Estado (OGE), indicando que o sector não petrolífero representa já cerca de 51 por cento das receitas que sustentam as contas públicas.
“A fé é aceitar um conceito de vida. Quem aceita um partido tem de ter fé nele, porque, caso contrário, fica vulnerável a ser mobilizado por outra força política”, realçou Auzílio Jacob, após oração de "pai nosso" com os apoiantes.
Como demonstração prática desse alinhamento espiritual, o político evocou a oração do Pai Nosso, tendo solicitado aos presentes que o acompanhassem em coro, num acto "abraçado" pelos militantes, simpatizantes e amigos do MPLA no Sequele.
A concluir, o candidato apelou a todos para preservação dos valores espirituais, considerando que servem para amenizar e acalentar esperanças, bem como fomentar a harmonia, com o objectivo de eliminar as práticas de intriga no seio da militância e consolidar a unidade em torno do projecto político do MPLA.
A candidatura de Auzílio Jacob enquadra-se no processo de renovação de mandatos, em curso nas estruturas do partido, que se prepara para o 9.º Congresso Ordinário do MPLA, agendado para 9 e 10 de Dezembro de 2026, em Luanda. DIF/COF/AJQ




