O Executivo pretende dinamizar o investimento privado no sector do Turismo e transformar o seu potencial num factor de crescimento económico, criação de emprego e desenvolvimento da economia, através do turismo de eventos, turismo de sol e praia, turismo de natureza e turismo de luxo e bem-estar.
A medida consta do Decreto Presidencial que estabelece as Medidas para a Dinamização do Investimento Privado no Turismo, apreciado pela Comissão Económica do Conselho de Ministros, esta quinta-feira, 20 de Agosto, em reunião orientada pelo Presidente da República, João Lourenço.
Segundo o ministro do Turismo, a estratégia passa agora para uma nova fase, centrada na captação de capital privado, em quatro frentes prioritárias, nomeadamente o turismo de eventos, turismo de sol e praia, turismo de natureza e turismo de luxo e bem-estar.
O turismo de eventos constitui a primeira frente de intervenção, beneficiando da construção e expansão de infra-estruturas destinadas à realização de conferências e eventos internacionais. Neste âmbito, está prevista a inauguração de um Palácio de Convenções.
O segundo segmento é o do turismo de sol e praia, sustentado pelos cerca de 1.600 quilómetros de costa angolana, principalmente nos eixos de Cabo Ledo (Icolo e Bengo), Namibe e Cuanza-Sul, onde já estão em curso investimentos públicos em infra-estruturas.
O terceiro segmento é o turismo de natureza, área em que Angola pretende tirar maior partido do seu património ambiental e da integração na região transfronteiriça de conservação Okavango-Zambeze. O Pólo de Desenvolvimento Turístico do Okavango constitui uma das principais apostas neste domínio.
O quarto segmento é o turismo de luxo e bem-estar, direccionado para destinos de elevado potencial e características únicas, com destaque para a Foz do Cunene e as Quedas de Kalandula (Malanje).
A estratégia está assente em três pilares, nomeadamente a consolidação da promoção internacional do destino Angola, o reforço das infra-estruturas públicas nas principais zonas turísticas e a criação de condições para a entrada de investimento privado.
De acordo com o ministro, Angola deixou de ser um destino turístico pouco conhecido e passou a afirmar-se como um mercado emergente, impulsionado pela promoção internacional através das marcas Visit Angola - The Rhythm of Life e Meet in Angola — The África Meeting Room
No domínio das infra-estruturas, o Estado tem em curso uma carteira de investimentos públicos avaliada em cerca de 700 milhões de dólares, destinada à criação de infra-estruturas integradas em importantes pontos turísticos.
Entre os projectos, destacam-se as intervenções em Cabo Ledo, Namibe, Baía das Pipas, Baía dos Três Irmãos, Baía do Tômbwa e Baía do Quicombo.
A estratégia contempla igualmente o Pólo de Desenvolvimento Turístico do Okavango, cujo investimento público se encontra em fase de celebração do contrato e conclusão das condições precedentes.
Para assegurar a entrada de capital privado, o Executivo pretende concentrar os esforços de promoção e captação de investidores em geografias onde já existe interesse em investir em economias emergentes.
Relativamente ao sector do Turismo, a Comissão Económica tomou conhecimento do Despacho Presidencial que delega competências aos Titulares dos departamentos ministeriais responsáveis pelos Sectores do Turismo e do Ambiente para a concessão de exploração de espaços destinados ao desenvolvimento de Ecoturismo nas Areas de Conservação Ambiental.
O diploma visa promover o bem-estar das populações envolvidas, aumentar o fluxo de turistas no país, a empregabilidade local, a fim de permitir o desenvolvimento do turismo sustentável, competitivo e transversal, bem como a conservação da biodiversidade.



