O ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria assumiu, sexta-feira, no Huambo, o compromisso de intensificar de forma robusta o investimento público na formação académica, científica e tecnológica dos efectivos das Forças Armadas Angolanas (FAA), para torná-las capacitadas e prontas a responder aos complexos desafios geopolíticos do século XXI.
Lúcio Amaral, que discursava no acto central alusivo ao 35.º aniversário das FAA, disse que o objectivo central é dotar as novas gerações de militares de competências técnicas avançadas e de um domínio aprofundado das tecnologias de defesa moderna.
No âmbito da soberania nacional, o ministro enfatizou a urgência de robustecer os sistemas de segurança do país por meio do reforço contínuo da vigilância, fiscalização e protecção das vastas fronteiras terrestres, marítimas e aéreas, blindando o território contra ameaças transnacionais e crimes transfronteiriços. Para sustentar esse avanço, sublinhou que o principal vector de transformação reside no elemento humano.
As FAA, segundo o governante, consolidaram-se como um exército nacional republicano e estruturalmente robusto, preparado para garantir a estabilidade e a soberania do país.
O ministro defendeu a manutenção da prontidão operacional da corporação para salvaguardar a paz e a integridade territorial.
Recordou também o papel histórico da instituição desde a sua criação em 1991, sob as orientações da direcção política e do Comandante-em-Chefe.De acordo com o governante, a Constituição da República encarrega as FAA de proteger o território e cooperar internacionalmente. Essa actuação ocorre no âmbito de organizações como a União Africana (UA), a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), focando-se na prevenção de conflitos, na manutenção da paz e na resposta a calamidades naturais.
Lúcio Amaral realçou ainda a importância da diplomacia na resolução de crises, citando o posicionamento do Presidente da República na recente Cimeira das Nações Unidas: “Nenhuma arma é mais poderosa que a diplomacia”.
O ministro enalteceu com profunda gratidão o patriotismo, a bravura e o sacrifício de homens e mulheres que se entregaram sem reservas às sucessivas fases de resistência ao colonialismo, à conquista da Independência Nacional e à posterior consolidação da paz em todo o território.
Ao contextualizar a evolução da instituição militar, o governante relembrou os complexos desafios operacionais e políticos enfrentados logo após a assinatura dos Acordos de Bicesse em 1991, período marcado por uma instabilidade que pôs à prova a resiliência do país.
O ministro contrastou esse cenário com a mudança histórica alcançada com o Memorando de Entendimento do Luena, assinado a 4 de Abril de 2002, que pôs fim definitivo ao conflito armado e inaugurou uma era de estabilidade e convivência pacífica para o povo angolano.
Por fim, o governante traçou as directrizes estratégicas para o futuro da instituição, apontando como metas absolutamente prioritárias a melhoria substancial das condições de vida e de habitabilidade nos aquartelamentos, bem como a elevação dos padrões de assistência médica, medicamentosa e de apoio logístico direccionados aos militares e às suas respectivas famílias.
Contributo ímpar das FAA
Para o governador provincial do Huambo, Pereira Alfredo, os 35 anos das Forças Armadas Angolanas representam um marco na consolidação da paz e da estabilidade no país, alcançadas após um longo período de luta e de sacrifícios.
O actual ambiente de paz, segundo o governador, tem permitido ao Executivo avançar com projectos estruturantes nos sectores dos Transportes, da Indústria, da Saúde e da Educação, destacando as infra-estruturas ligadas à Refinaria e ao Corredor do Lobito.
Pereira Alfredo destacou, ainda, o papel do Executivo na promoção do bem-estar da população, na consolidação da paz, no fortalecimento da unidade e da reconciliação nacional e na criação de condições para o progresso de Angola.




