Huambo — O comandante da Região Militar Centro, tenente-general Simão Carlitos Wala, apelou, esta sexta-feira, no Huambo, à adesão da tropa aos postos de actualização do Registo Eleitoral Oficioso, em cumprimento do dever cívico e patriótico.
Huambo — O comandante da Região Militar Centro, tenente-general Simão Carlitos Wala, apelou, esta sexta-feira, no Huambo, à adesão da tropa aos postos de actualização do Registo Eleitoral Oficioso, em cumprimento do dever cívico e patriótico.
O oficial general, que falava em representação do comandante do Exército, general João Serafim Kiteculo, no encerramento do ano académico 2025/2026 do Instituto Superior do Exército, considerou que o cumprimento do dever cívico deve acompanhar a preparação militar, sobretudo, numa altura em que o país se aproxima de mais um processo eleitoral.
“Deveis também cumprir com o vosso dever de cidadania, aderir aos postos de actualização do Registo Eleitoral Oficioso, pois faltam pouco menos de 12 meses para a realização da grande festa da democracia em Angola, no caso Eleições Gerais”, afirmou.
Ao abordar os desafios da Defesa Nacional, o comandante afirmou que as exigências são enormes, tanto para o Exército, como para o país, facto que exige maior preparação, profissionalismo e capacidade de resposta do efectivo.
Recordou, a propósito, a mensagem sobre o Estado da Nação, apresentada pelo Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, João Lourenço, a 15 de Outubro de 2025, na Assembleia Nacional, segundo a qual “a Defesa Nacional é um aspecto essencial à nossa existência, enquanto Estado soberano e independente”.
Para o comandante da Região Militar Centro, esta realidade confirma a importância estratégica das Forças Armadas e exige oficiais cada vez mais preparados, para responder às missões e tarefas inerentes à profissão.
Defendeu que cada finalista deve aprofundar a Ciência e a Arte Militar, por meio da procura permanente de conhecimentos e do desenvolvimento de novos hábitos e competências.
Referiu que cada finalista tem o dever de mergulhar na Ciência e na Arte Militar, através da busca permanente de conhecimentos e do desenvolvimento de novos hábitos e competências, a fim de ser um quadro capaz de responder, em todas as circunstâncias, às missões e tarefas inerentes à sua profissão.
O responsável sinalizou, igualmente, o valor do colectivo, da coesão, da hierarquia e do espírito de corpo, como elementos essenciais para a unidade e eficácia do Exército.
O oficial general defendeu a actualização permanente dos conteúdos e objectivos do ensino militar, em resposta às transformações do contexto estratégico, operacional e táctico.
Apontou as novas tecnologias, o uso de drones, a robotização, os mísseis supersónicos, o ciberespaço, o campo magnético e as redes sociais como matérias que exigem atenção das instituições de ensino militar.
Segundo o responsável, estes novos domínios devem integrar o processo de preparação dos oficiais, tendo em conta a sua influência na planificação e condução das operações aos níveis estratégico, operacional e táctico.
Afirmou que a formação militar deve ser contínua e preparar o verdadeiro oficial para os desafios actuais e futuros da Defesa Nacional.
Lembrou que o verdadeiro oficial nunca cessa de aprender, daí que deve estar sempre pronto a servir com coragem, obediência e sacrifício, com base no slogan orientador das Forças Armadas Angolanas de que “A Pátria a seus filhos não implora – ordena”.
O comandante recordou ainda que toda a acção do Exército é conduzida no respeito pela Constituição da República de Angola, sob orientação do Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas.
Neste quadro, considerou fundamental que o Instituto Superior do Exército reveja, de forma permanente, os conteúdos e objectivos de ensino, em função da evolução dos cenários estratégicos, operacionais e tácticos.
O acto marcou a conclusão do 2.º curso de Comando e Estado-Maior, do 4ª etapa de Promoção a Oficial Superior e do 5.ª fase de Promoção a Capitão, com um total de 445 finalistas.
De acordo com o comandante do Instituto Superior do Exército, brigadeiro António José Miranda, foram matriculados 447 discentes, entre os quais 139 oficiais superiores, 273 capitães e 33 tenentes, dos quais 35 mulheres.
Durante a acção formativa, disse, registaram-se duas baixas, uma ocorreu por violação de normas e regulamentos internos e a outra por fraco aproveitamento académico, o que resultou em 445 finalistas, correspondente a uma taxa de conclusão de 99,5 por cento.
Lembrou que a formação decorreu de 3 de Novembro de 2025 a 14 deste mês, excepto a de promoção a Capitação, que se iniciou em Maio último, com diferentes cargas horárias de acordo com os cursos.
O 2.º curso de Comando e Estado-Maior teve duração de dez meses e visou qualificar oficiais superiores para o desempenho de funções aos níveis operacional e estratégico, para além de prepará-los para a integração em Estados-Maiores de unidades, estruturas conjuntas e combinadas e órgãos superiores do Exército.
A estrutura curricular incluiu temáticas sobre Administração, Táctica e Arte Operativa, Operações Combinadas e Conjuntas, Estratégia, Metodologia de Investigação Científica e Trabalho de Investigação Individual, com foco no reforço das competências de análise, pensamento crítico, tomada de decisão, planeamento operacional, entre outras aplicada às Ciências Militares.
Os trabalhos de investigação individual culminaram com defesas públicas, que permitiram aos oficiais aprofundar a capacidade de investigação, reflexão e procura de soluções, para problemas relacionados com a realidade militar e institucional.
Já o 4.º curso de Promoção a Oficial Superior focou-se na Formação Militar Especializada e Específica, Formação de Estado-Maior, Formação Militar Complementar, Actividade Prática e Sistema de Avaliação.
O curso consolidou competências nos domínios de Táctica, Técnica de Estado-Maior, Operações, Administração, Liderança, Investigação Científica e emprego prático das diferentes armas e serviços.
Por sua vez, o 5.º curso de Promoção a Capitãoe destinou-se à qualificação de tenentes e capitães, para o exercício de funções de comando de subunidades de escalão, companhia ou equivalente, com o objectivo de melhorar a execução de tarefas tácticas, técnicas e administrativas, para além da uniformização das respectivas bases doutrinárias.
Entre as disciplinas constaram, Táctica Geral, Topografia Militar, Reconhecimento Militar, Tiro de Pontaria, Legislação Militar, Normas e Serviços das Unidades, Justiça e Disciplina Militar, Ordem Unida, Continência e Honras Militares, Noções Gerais de Armas e Serviços, Artilharia Terrestre e Defesa Antiaérea.
Incluiu a Engenharia Militar, Telecomunicações, Protecção Nuclear, Biológica e Química, Logística, Armazenamento e Técnica, Educação Patriótica, Administração e Liderança, Administração Militar, Gestão de Recursos Humanos e Finanças, Ética e Deontologia Militar, Preparação Física Militar, Organização das Forças Armadas, Segurança de Informação e Iniciação à Investigação.
O Instituto Superior do Exército (ISEx), sediado no bairro Académico, na província do Huambo, Quartel-General da Região Militar Centro, que abrange Benguelam, Bié, Cuanza-Sul e os municípios da parte Norte da Huíla, é um estabelecimento de ensino superior militar criado pelo Decreto Presidencial n.º 211/11, de Agosto de 2011.
A instituição tem como missão formar, capacitar e especializar quadros permanentes do Exército para o exercício de funções de chefia, comando e Estado-Maior, através de cursos nas áreas de Comando e Estado-Maior, Promoção a Oficial Superior, Promoção a Capitão e Ciência e Tecnologia Militar. ALH




