O Presidente da República e Comandante-Em-Chefe das FAA, João Lourenço, afirmou ontem, em Luanda, que, 35 anos após a sua criação, as Forças Armadas Angolanas continuam a cimentar a confiança nelas depositada pelo povo, ao defenderem com firmeza e determinação cada palmo do território nacional.
Na mensagem alusiva ao 35.º aniversário das Forças Armadas Angolanas (FAA), que hoje se celebra, o Presidente da República e Comandante-em-Chefe enalteceu o papel histórico da instituição. O Chefe de Estado destacou o valioso contributo das FAA “na defesa do território nacional, missão indeclinável para a qual destacados nacionalistas e jovens angolanos derramaram o seu precioso sangue”.
“Reafirmo, nesta ocasião solene, o compromisso e empenho do Executivo no processo de reestruturação, redimensionamento, reequipamento e rejuvenescimento em curso nas FAA”, acentuou João Lourenço.
A celebração da “magnífica e histórica data”, sublinhou o Comandante-Em- -Chefe das Forças Armadas, ocorre num momento excepcional, marcado, ainda, por algumas incertezas na geopolítica mundial, em que se desenrolam, de forma severa, relações internacionais atípicas, caracterizadas por conflitos e guerras convencionais, com maior realce para as regiões do Sahel, Europa do Leste e Médio Oriente.
Paralelamente, o Presidente da República lembrou que Angola, como país soberano que enfrentou reiteradas invasões externas, “viveu longos anos de conflito armado interno e conquistou a paz décadas depois”.
O Estadista angolano realçou, também, que o país“mantém uma postura diplomática assente na resolução pacífica dos conflitos e guerras que caracterizam as relações internacionais contemporâneas, reflectidas nos princípios do multilateralismo, segurança e estabilidade”.
João Lourenço saudou ainda, em seu nome e no do povo angolano, todos os oficiais generais, almirantes, superiores, capitães, subalternos, sargentos, praças, marinheiros e trabalhadores civis que integram a instituição castrense. O Chefe de Estado referiu-se à corporação como a legítima “guardiã da Independência e da soberania nacional”.
O Presidente da República destacou a postura firme e determinada das FAA na defesa da pátria “contra os potenciais riscos e ameaças à integridade territorial”. João Lourenço sublinhou que esta actuação decorre dentro dos marcos legais estabelecidos pela Constituição da República de Angola e pelo Direito Internacional, funcionando em estreita cooperação com os demais órgãos de segurança do país.
“Aos oficiais generais, superiores, capitães, subalternos e sargentos, praças, marinheiros e trabalhadores civis, exorto a manterem-se firmes e de cabeça erguida no cumprimento da árdua missão de defender Angola”, escreveu o Chefe de Estado.
Na mensagem, o Comandante-em-Chefe exortou à honra da memória dos heróis e de todos os que, com lealdade e organização, assumiram as rédeas da história nacional. João Lourenço lembrou aqueles que, em diversas circunstâncias, pegaram em armas ou em instrumentos de trabalho para dar o melhor de si na defesa, reconstrução e desenvolvimento do país, profundamente conscientes de que “A pátria aos seus filhos não implora, ordena!”
Ao encerrar a mensagem, João Lourenço desejou “rápidas melhoras” aos militares e trabalhadores civis “acamados”, augurando um breve regresso ao convívio dos seus familiares, colegas e amigos, “na certeza de que juntos, unidos e coesos, vamos enfrentar com a mesma coragem e determinação de sempre os desafios do presente e do futuro”.




