O comandante da Região Militar Centro, tenente-general Simão Carlitos “Wala”, defendeu, na cidade do Huambo, que as instituições de ensino militar devem acompanhar a evolução tecnológica global.
O oficial destacou a importância de integrar nos currículos matérias como o uso de drones, robotização, mísseis supersónicos, o domínio do ciberespaço, do campo magnético e o impacto das redes sociais.
O oficial general das Forças Armadas Angolanas (FAA) — cuja região militar sob seu comando abrange as províncias do Huambo, Benguela, Bié e Cuanza-Sul — considerou que o domínio destas novas ferramentas deve ser objecto de estudo contínuo. O objectivo é garantir maior eficácia e eficiência no planeamento das operações militares aos níveis estratégico, operacional e táctico.
Simão Carlitos “Wala” discursava no acto de encerramento de três formações do ano académico 2025/2026, realizadas no Instituto Superior do Exército (ISEX).O comandante sublinhou que a ciência e a arte militar exigem, na actualidade, uma busca permanente por conhecimento técnico e estratégico para fazer face à rápida evolução das novas tecnologias.
“Os desafios são enormes, não só para o Exército, mas também para o país, e isso remete-nos para a necessidade de estarmos cada vez mais preparados, e sermos mais profissionais, de modo a responder às exigências territoriais”, afirmou.
Novos oficiais formados
Com a duração de dez meses, as formações permitiram capacitar 445 oficiais, entre capitães, majores, tenentes-coronéis e coronéis, que deverão reforçar e dinamizar o funcionamento do Exército.
O comandante apelou aos finalistas do Ano Académico 2025/2026 para aplicarem os conhecimentos adquiridos ao longo da formação, considerando-os fundamentais para a materialização da ciência e da arte militar, bem como para o desenvolvimento da capacidade de inteligência, resistência e dos valores da vida castrense, como a honra, a disciplina e o serviço à pátria.




