O governador provincial do Namibe, Archer Mangueira, apresentou a sua visão estratégica para a governação local. O plano consiste em estabelecer prioridades claras para a captação de financiamentos e a implementação de projectos sociais direccionados ao bem-estar da população.
O governante partilhou esta visão no último sábado, durante o primeiro painel do Workshop Temático inserido no XII Fórum dos Municípios e Cidades de Angola (FMCA). O evento decorreu ao longo de dois dias na cidade de Moçâmedes.
A título de exemplo, Archer Mangueira explicou que a experiência de governação local permitiu, desde 2019, construir infra-estruturas de retenção e conservação de água. A medida é considerada essencial para fixar as populações nas áreas rurais, impulsionar a actividade agropecuária, garantir a segurança alimentar e preservar o equilíbrio ambiental.
O governante, anfitrião da III edição da Semana do Desenvolvimento Local, salientou que está em curso a recuperação e o desassoreamento de 43 represas e pequenas barragens nos municípios da Bibala, Camucuio, Lucira, Sacomar e Virei. O projecto dispõe de um financiamento de 64 milhões de dólares, obtidos através da emissão, em Junho de 2025, de obrigações verdes e sociais (green and social bonds).
Actualmente, as obras apresentam níveis avançados de execução física, variando entre 65% e 83%.“Não partimos de uma folha em branco. Recuperamos as referências técnicas e soluções anteriormente concebidas, avaliamos a sua validade actual e transformamos esse conhecimento em projectos exequíveis e elegíveis a financiamento. Escolhemos as necessidades mais urgentes, num contexto em que os recursos disponíveis não permitem responder simultaneamente a todas”, detalhou Archer Mangueira.
A preparação rigorosa dos projectos, a definição clara de resultados e a transparência na prestação de contas permitiram mobilizar estes recursos para benefícios ambientais e sociais concretos. O governador defendeu que cabe agora às administrações municipais preservar, avaliar e actualizar este património de dados.
Por conhecerem a fundo a realidade local, os municípios devem colocar esse conhecimento ao serviço das carências actuais da população, cumprindo com responsabilidade o seu papel na gestão pública.
Maria Cavela e Adaylton Chilunga | Moçâmedes




