Cento e dezasseis auditores concluíram, esta sexta-feira, em Luanda, o 1° Curso sobre “Diplomacia de Defesa nos Estados”, iniciativa destinada a reforçar conhecimentos e competências no domínio da diplomacia de defesa.
A formação promovida pelo Instituto de Defesa Nacional (IDN), demonstrou como os diferentes níveis de diplomacia podem contribuir para o fortalecimento do Estado diante dos conflitos modernos, tendo em conta que “a segurança dos Estados deixou de depender exclusivamente da capacidade militar”.
Durante 20 horas de formação presencial, os participantes abordaram a evolução da diplomacia aplicada à defesa e segurança, os conflitos no Médio Oriente numa perspectiva multidimensional e os instrumentos diplomáticos utilizados em crises internacionais.
O programa incluiu, também, a análise dos impactos dos conflitos nos sectores da energia, economia, ciberespaço e segurança marítima, bem como a elaboração de recomendações estratégicas para Angola e a integração da diplomacia no Sistema de Segurança Nacional.
A iniciativa enquadra-se nos esforços de capacitação de quadros nacionais e de reforço do papel de Angola como actor de estabilidade, cooperação e mediação no contexto regional e internacional.
A cerimónia de encerramento contou com duas aulas magnas proferidas pelo secretário de Estado para Administração, Finanças e Património do Ministério das Relações Exteriores, José Paulino Cunha da Silva, e pelo embaixador de Angola na Etiópia e representante permanente junto da União África, Miguel Bembe.
O discurso de encerramento foi feito pelo director do IDN, Hélder Cafala. O curso contou, igualmente, com preleções do Tenente-General André Kizua, Brigadeiro Daniel Savihemba, Brigadeiro Francisco Ramos da Cruz, e o académico Osvaldo Isata.



