A Independência Nacional, proclamada a 11 de Novembro de 1975, representa a maior conquistas do povo angolano, por permitir o fim do domínio colonial e devolver aos cidadãos liberdade e o direito de serem donos da sua própria terra, disse o nacionalista e professor Pedro Tongeni.
Pedro Tongeni recorda os acontecimentos que conduziram a Luta de Libertação Nacional iniciado a 4 de Fevereiro de 1961, e o golpe de Estado em 25 de Abril de 1974, em Portugal, que contribuiu para acelerar as negociações entre as autoridades portuguesas e os movimentos de libertação Nacional, MPLA, FNLA e UNITA.
Explicou que, na sequência das negociações, foram assinados acordos de Alvor, em Portugal, que estabeleceu mecanismos para a transição política, a formação de um Governo de Transição que definiu à transferência do poder a 11 de Novembro de 1975.
Pedro Tongueny recorda que, no dia da proclamação da Independência, se encontrava na província do Cunene, como professor do posto na missão Católica da Kafima, onde acompanhou todos acontecimentos via rádio visto que o sul de Angola naquela altura encontrava-se ocupado pelo exército sul africano.
Na sua perspectiva, o fim do colonialismo representou uma profunda mudança na vida dos angolanos, que passaram a assumir o controlo do seu território e participar directamente na construção do futuro do país.
O professor considerou que o domínio colonial deixou consequência a população durante séculos, marcada por situações de exploração e maus-tratos.
No caso particular do Cunene, observou que a presença colonial portuguesa se consolidou mais tarde, tendo associado a chegada dos portugueses à região em 1917, período em que moeu rei Mandume Ya Ndemufayo.
Segundo o professor, a Independência Nacional concretizou uma aspiração antiga dos angolanos, que lutaram durante vários anos pela liberdade e recuperação da soberania, a partir de 1975, os cidadãos passaram a ter a responsabilidade de reconstruir o país e promover o desenvolvimento nacional.
Lamentou que o início da guerra civil, que destruiu o país, depois da proclamação da Independência, atrasou o progresso económico e social de Angola. Acrescentou que os 27 anos de conflito armado tiveram consequências profundas ao país, hoje o país, teria alcançado níveis de desenvolvimento superiores aos actuais.
Pedro Tongeni explicou que com o alcance da paz, em 2002, o país entrou numa nova etapa do processo de reconstrução nacional, e melhoria das condições de vida das populações.
Quanto à província do Cunene, Pedro Tongueny destacou os investimentos no sector dos recursos hídricos, com realce para os canais do Ndue, Calucuve e Cafu, no âmbito do Programa Estruturantes aos Efeitos de Seca no sul do país.
Segundo o professor estas infra-estruturas representam um contributo para o abastecimento de água às comunidades e o efectivo pecuários, prática de actividades agrícolas e que anteriormente eram condicionados pela ausência deste recurso, numa província frequentemente afectada por fenómenos cíclicos.
“Os projectos hídricos representam um passo importante aos desafios à seca que assola à região, defendeu a continuidade da iniciativa de reconstrução e desenvolvimento em benefício das comunidades”.




