Huambo – O ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Lúcio Gonçalves Amaral, realçou, esta sexta-feira, no Huambo, a consolidação das Forças Armadas Angolanas (FAA) como um exército republicano, robusto e estruturalmente forte.
Huambo – O ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Lúcio Gonçalves Amaral, realçou, esta sexta-feira, no Huambo, a consolidação das Forças Armadas Angolanas (FAA) como um exército republicano, robusto e estruturalmente forte.
O governante, que falava no acto central das comemorações do 35.º aniversário das FAA, realizado no Comando da Região Militar Centro, sob o lema “FAA, 35 anos na defesa da soberania nacional, paz e desenvolvimento”, disse ser necessário reforçar a modernização, a formação técnico-científica e a vigilância das fronteiras.
Considerou que a escolha do Huambo para acolher a cerimónia constitui uma oportunidade para homenagear esta parcela do território nacional, profundamente ligada à história recente de Angola, por ter sido o local onde foram lançadas as bases para a formação do primeiro comando, no quadro da unificação das duas forças que deram origem às FAA.
Reconheceu o contributo dos angolanos que participaram no processo de paz de Bicesse e integraram o comando da instituição, muitos dos quais já faleceram, enquanto outros passaram à reforma.
Ao abordar a trajectória das FAA, afirmou que a instituição tem assumido a defesa da Pátria, da soberania nacional e da população, sob a orientação da direcção política e do Comandante-em-Chefe.
Explicou que a Constituição da República atribui às FAA a missão de garantir a defesa da soberania e da integridade territorial, bem como a participação em acções de cooperação internacional para a prevenção de conflitos, a promoção da paz e da estabilidade e a intervenção em situações de calamidade natural.
Sublinhou o patriotismo e a bravura dos homens e mulheres que participaram nas diferentes etapas da luta do povo angolano, desde a resistência à ocupação colonial até à conquista da Independência Nacional, à preservação da paz e à defesa da soberania e da integridade territorial.
Lembrou que as Forças Armadas Angolanas, criadas a 9 de Outubro de 1991, no quadro dos Acordos de Paz de Bicesse, tiveram de se adaptar ao conflito armado que terminou em 2002, com a assinatura do Memorando de Entendimento do Luena, na província do Moxico.
Afirmou que a capacidade de resposta aos desafios da época permitiu às FAA defender a integridade territorial e contribuir significativamente para a conquista e preservação da paz.
Após o fim do conflito armado, a 4 de Abril de 2002, disse, a instituição passou a apostar na reestruturação, no redimensionamento e no reequipamento.
Contudo, o ministro, que interrompeu o discurso para prestar homenagem aos antigos militares, reconheceu a necessidade de melhorar as condições de aquartelamento, a assistência médica e medicamentosa, o apoio logístico e a capacidade de projecção das forças.
Defendeu a continuidade da modernização, com prioridade para a vigilância e protecção das fronteiras terrestres, aéreas e marítimas, a formação científica e tecnológica e a valorização dos efectivos, com vista ao aumento da eficiência e da eficácia operacional.
No domínio da formação, apontou a evolução registada ao longo dos 35 anos, desde a necessidade inicial de recorrer à cooperação externa até à consolidação de um subsistema nacional de ensino militar.
Afirmou que as escolas, os institutos e as academias contribuem para a preparação de comandantes, especialistas e investigadores, bem como o desenvolvimento de doutrinas e a preservação das experiências e dos valores que fazem das FAA “uma verdadeira escola da vida”.
Acrescentou que o fortalecimento do ensino militar no País permite rentabilizar recursos, reduzir a dependência externa e adequar a preparação do efectivo às necessidades das Forças Armadas e à realidade nacional.
Apesar disso, reafirmou que a Angola continuará a enviar quadros para instituições estrangeiras de reconhecido mérito militar.
Relativamente à cooperação internacional, o ministro considerou fundamental aprofundar as relações com os países da África Austral, dos Grandes Lagos, da África Central e do Golfo da Guiné, bem como reforçar a participação nos mecanismos da União Africana, das Nações Unidas, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e de outras organizações de defesa e segurança.
Defendeu o fortalecimento dos valores militares, com destaque para a disciplina, a lealdade, a honra, o espírito de missão, a camaradagem, a hierarquia, o sentido de responsabilidade, o patriotismo e o respeito pela Constituição da República.
Reafirmou o compromisso do Ministério da Defesa Nacional em prosseguir o apetrechamento das FAA e o reforço das suas capacidades, em consonância com as orientações do Poder Político e do Comandante-em-Chefe.
Para o governante, uma força armada moderna não se constrói apenas com equipamentos, daí a necessidade de se investir na educação cívica e patriótica, bem como proporcionar condições de lazer e recreação no ambiente castrense.
As Forças Armadas Angolanas foram criadas a 9 de Outubro de 1991, na sequência dos Acordos de Paz de Bicesse, assinados a 31 de Maio do mesmo ano, em Portugal, entre o Governo angolano e a UNITA, com a integração de efectivos das então Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) e das Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA).
Daí, as FAA passaram a ser integradas por três ramos, nomeadamente o Exército, com a missão de proteger o território nacional e responder às ameaças em terra, a Força Aérea Nacional, encarregue pela defesa e protecção do espaço aéreo, bem como pelo apoio aéreo às operações militares, enquanto a Marinha de Guerra, tem o papel de proteger as águas territoriais, a costa e os interesses nacionais no domínio marítimo. ALH




