O Bureau Político do Comité Central do MPLA manifestou, domingo, profundo pesar pelo falecimento da nacionalista Maria Eugénia Leite Nunes Cruz.
Nascida em 1928, no Moxico, a nacionalista, que faleceu aos 98 anos, vítima de doença, foi esposa de Viriato da Cruz, figura incontornável da história do MPLA.
Após a formação em Portugal, regressou à sua terra natal, onde exerceu funções públicas nas Alfândegas e, mais tarde, nos Correios de Angola, ao longo da década de 1950.
Na nota, o MPLA salienta que foi nesse período de intensa mobilização política em Luanda que se ligou à causa nacionalista angolana.
Refere ainda que, já em Conacri, onde viria a exilar-se, colaborou directamente na organização do arquivo do então Movimento Político, tendo prestado um serviço de grande relevância numa fase embrionária em que se viviam grandes dificuldades materiais e organizativas.
O Bureau Político recorda Maria Eugénia Cruz como uma intrépida combatente, pelo seu empenho e percurso na causa da libertação do jugo colonial português.
Reconhece ainda a sua dedicação a Viriato da Cruz e à família, nos momentos mais adversos da história pessoal e política do país.
Por estes factos, o MPLA reconhece em Maria Eugénia Cruz uma testemunha directa e partícipe de um capítulo fundamental da história de libertação nacional e da ascensão de Angola ao status de Estado soberano.
Neste momento de profunda dor, em nome dos militantes, dirigentes, quadros, amigos e simpatizantes, o Bureau Político do Comité Central do MPLA curva-se perante a memória de Maria Eugenia Leite Nunes Cruz e endereça à família enlutada a sua solidariedade e as suas mais sentidas condolências.




