A vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa, defendeu sexta-feira, em Luanda, maior presença dos militantes nas comunidades, universidades, igrejas e bairros, com vista à intensificação do trabalho político.
O posicionamento foi manifestado durante um encontro de trabalho com os Comités de Especialidade do MPLA na província de Luanda.
Segundo a dirigente partidária, os Comités de Especialidade “devem sair da sua zona de conforto” e reforçar o trabalho político, acompanhando a dinâmica da sociedade, privilegiando o contacto directo com os cidadãos e a identificação das suas preocupações.
Mara Quiosa considerou necessário abandonar uma actuação exclusivamente orientada para os militantes e alargar as iniciativas ao cidadão comum, independentemente da sua orientação política ou religiosa.
O MPLA, na visão da sua vice-presidente, deve mobilizar mais cidadãos, incluindo jovens, mulheres, homens e pessoas mais velhas, defendendo que o alargamento da base de apoio deve resultar de um trabalho permanente nas áreas de especialidade de cada comité.
As iniciativas, de acordo com Mara Quiosa,devem incluir visitas a universidades, acções comunitárias nos bairros e actividades conjuntas entre diferentes Comités de Especialidade.
A vice-presidente do partido dos “Camaradas” considerou fundamental que os militantes reforcem a preparação, organização, mobilização e o compromisso com o MPLA, de modo a assegurar o cumprimento dos objectivos definidos pela formação política.
“Como costumamos dizer e reafirmamos: a vitória é certa. Contudo, para que ela se concretize, é preciso prepararmo-nos, organizarmo-nos, mobilizarmo-nos e estarmos verdadeiramente comprometidos com o nosso partido”, declarou.
A dirigente política reforçou que o êxito nas urnas não é um resultado automático, mas sim o fruto directo do engajamento colectivo, da disciplina interna e do trabalho contínuo de base junto das comunidades.
A dirigente do MPLA sublinhou que o partido deve trabalhar de forma antecipada, coordenada e responsável, para alcançar os resultados pretendidos.
“Nenhuma vitória está garantida sem preparação e organização. Não existem vitórias antecipadas. É preciso trabalhar para que elas aconteçam e, esse trabalho, deve ser feito com antecipação”, alertou.
Papel dos Comités de Especialidade
A vice-presidente do MPLA destacou o papel dos Comités de Especialidade na representação do partido nos diversos segmentos da vida política, económica e social do país, considerando que essas estruturas devem contribuir activamente para a definição de estratégias e acompanhamento das preocupações dos cidadãos.
Segundo a dirigente, os membros desses órgãos desempenham uma função importante na aproximação do partido aos diferentes sectores da sociedade, pelo que devem reforçar a intervenção e contribuir para a concretização das orientações da direcção partidária.
Durante o encontro, Mara Quiosa transmitiu uma saudação especial do Presidente do MPLA, João Lourenço, sublinhando que o líder do partido acompanhava com atenção a realização da reunião e reconhecia o papel estratégico das estruturas e dos Comités de Especialidade.
A vice-presidente destacou que esse apoio da direcção central reforça a responsabilidade dos quadros em dinamizar as acções de base e consolidar a união interna face aos próximos desafios políticos.
Registo Oficioso
A mobilização dos militantes para o Registo Eleitoral Oficioso foi apontada por Mara Quiosa como um dos desafios imediatos, tendo apelado ao envolvimento de todas as estruturas do partido nesse processo.
Os membros dos Comités de Especialidade do MPLA, referiu Mara Quiosa, devem continuar a mobilizar, orientar e dar o exemplo nos seus locais de trabalho, nas igrejas e nas comunidades, contribuindo para a sensibilização dos cidadãos.
“Enquanto militantes do MPLA, temos a responsabilidade de fazer bem as coisas, para que o nosso povo continue a confiar em nós”, apelou.
Processo orgânico
No quadro da preparação do processo orgânico do partido, a vice-presidente do MPLA informou que já tinham sido realizadas as assembleias ao nível dos Comités de Acção, bem como as conferências comunais e municipais.
Mara Quiosa indicou que a conclusão das conferências provinciais estava prevista para o último fim-de-semana, manifestando satisfação pelo andamento do processo e felicitando as estruturas de base e intermédias pelo trabalho desenvolvido.
“Não devemos adoptar a postura de que outra equipa é que está a realizar. O Congresso é uma festa de todos os militantes, desde as estruturas de base até à estrutura central”, afirmou.
Planos de acção
Mara Quiosa recomendou aos Comités que procedam à entrega dos planos de acção, caso ainda não o tenham feito, para permitir a organização e o acompanhamento das actividades.
Luís Nunes defende diálogo permanente com os comités
O primeiro-secretário provincial do MPLA em Luanda, Luís Nunes, apelou, ontem, ao reforço do diálogo permanente e da articulação entre os Comités de Especialidade e as estruturas de direcção do partido.
Ao intervir no encontro de trabalho com os Comités de Especialidade, orientado pela vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa, o primeiro-secretário classificou o momento como de particular significado político e organizativo.
Luís Nunes destacou que “Luanda é uma província de grandes dimensões e responsabilidades, onde se concentram instituições importantes, actividades económicas, centros de formação, produção científica e manifestações culturais”.
O político admitiu que os desafios exigem organização, trabalho, conhecimento e criatividade na busca de soluções concretas. Os comités de especialidade, sublinhou Luís Nunes, constituem uma importante reserva de conhecimento, experiência e competência, que deve ser mobilizada e valorizada cada vez mais.
“O partido dispõe, através dos seus militantes e quadros especializados, de capacidades que devem ser aproveitadas não apenas para a reflexão sobre os problemas, mas, sobretudo, para a identificação de alternativas e a formulação de propostas capazes de contribuir de forma impactante para a sua resolução”, afirmou.
Luís Nunes reforçou a necessidade de continuar a fortalecer essas estruturas, estimulando a sua iniciativa, promovendo o diálogo entre diferentes áreas do saber e assegurando uma articulação cada vez mais produtiva com a direcção do partido.




