O Novo Hospital de Oncologia do país, em construção na zona do Palanca, município do Kilamba Kiaxi, província de Luanda, poderá estar concluído entre Junho e Julho do próximo ano.
A informação foi avançada pela ministra da Saúde no termo de uma visita de constatação que o Presidente da República, João Lourenço, efectuou ontem de manhã às obras da infra-estrutura.
A nova unidade hospitalar ficará adstrita ao Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento.
Sílvia Lutucuta fez saber que o futuro Hospital de Oncologia, cujo grau de execução actual é de 36 por cento, está a ser preparado para oferecer aos utentes serviços diferenciados ligados ao fórum oncológico.
A titular da pasta da Saúde ressaltou que a unidade hospitalar, com capacidade para 148 camas, vai reduzir as juntas médicas de pacientes com cancro para o exterior, bem como a taxa de mortalidade provocada pela doença no país.
“Há muito que necessitamos desta unidade com cuidados diferenciados. Infelizmente, o cancro ainda é uma das principais causas de evacuação de pacientes para o estrangeiro e de óbitos no nosso país, agravado pelo facto de as pessoas procurarem os cuidados de saúde de forma tardia”, declarou a ministra da Saúde.
“Em primeiro lugar, temos o cancro da mama, seguido pelo do colo do útero e, em terceiro, o da próstata, para além de outros cancros na infância e de doenças hematológicas também oncológicas”, acrescentou.
Sílvia Lutucuta disse que o novo Hospital de Oncologia vai ser uma unidade com um grande diferencial.
Para além da assistência com quartos com condições para tratar até doentes imunocomprometidos, a ministra da Saúde adiantou que a unidade vai atender doentes transplantados.
“Na área de exames complementares de diagnóstico, contaremos com um sector de Medicina Nuclear dotado de todos os meios necessários. Teremos também uma área para radioterapia de alta complexidade, sendo que um dos equipamentos estará acoplado a uma ressonância magnética”, frisou.
A unidade hospitalar terá ainda, segundo a ministra da Saúde, um laboratório apto para todas as análises de rotina, uma área de bacteriologia de ponta e um sector de genética e anatomia patológica. A governante sublinhou que esta valência laboratorial constitui um eixo estratégico para o funcionamento do hospital.
“Contaremos também com uma área de blocos operatórios e serviços complementares. Aqui, importa destacar que teremos uma sala dedicada à cirurgia robótica, que é uma das formas mais avançadas de cirurgia minimamente invasiva”, aclarou.
Quanto aos recursos humanos que deverão assegurar o funcionamento do hospital, a ministra da Saúde adiantou que vários quadros estão a ser capacitados em Portugal, Brasil e Índia, no âmbito do programa de formação do Ministério.
Para além desta iniciativa, Sílvia Lutucuta destacou um outro programa de capacitação misto, com início em Angola e conclusão no exterior, desenhado para abranger profissionais do sector provenientes das diferentes províncias.
A ideia, explicou Sílvia Lutucuta, é descentralizar o tratamento do cancro em Angola. “Cerca de 80% da formação será feita aqui no país, com recurso a professores convidados”, acentuou a ministra da Saúde.




