As Primeiras-Damas africanas visitaram, ontem, uma exposição de artes instalada no Largo do Kinaxixi, no município da Ingombota, em Luanda, para celebrar a riqueza cultural, a criatividade e o contributo das mulheres para o desenvolvimento do continente.
Enquadrado no programa da celebração do Dia da Mulher Africana, a Feira das Artes reúne obras produzidas por empreendedoras africanas, destacando o talento, a capacidade criativa e o papel feminino na promoção da cultura e da economia. As esposas de Chefes de Estado africanos integram uma delegação da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD), que procedeu, na quinta-feira, ao lançamento da campanha continental “Construir Resiliência”, liderada pela Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, na qualidade de vice-presidente da instituição. A delegação da OAFLAD visitou, igualmente, o Centro de Ciências de Luanda (CCL), um espaço cultural interactivo projectado pelo Executivo angolano, para a popularização do conhecimento científico e tecnológico. Em declarações prstadas à imprensa, o ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira, referiu que a visita ao local ressalta a importância de motivar crianças e estudantes do ensino secundário a se interessarem por ciências, tecnologia, engenharia, arte e matemática. Impacto das alteraçõesclimáticasA Primeira-Dama da República de Cabo Verde, Débora Katisa Carvalho, considerou fundamental analisar os impactos das alterações climáticas sobre as mulheres e raparigas, tendo em conta que África, apesar de contribuir pouco para o fenómeno, é um dos continentes mais afectados por secas e cheias. Débora Katisa Carvalho, que falava à margem da visita, pontuou que as consequências das alterações climáticas não afectam homens e mulheres da mesma forma, defendendo a necessidade de estratégias com uma perspectiva de género. “Se há uma seca maior, tipicamente quem vai buscar a água à fonte são as meninas, muitas vezes tendo de percorrer mais quilómetros para conseguir água e levar para casa”, exemplificou. A responsável salientou, igualmente, que as mulheres e raparigas devem ter maior acesso à educação, ao trabalho e a áreas científicas, considerando que a educação representa um “elevador social e económico”. “É preciso trazer as nossas meninas para, também, terem acesso à educação”, defendeu Débora Carvalho, acrescentando que o reforço das oportunidades para as jovens é essencial para o desenvolvimento sustentável de África. No quadro de actividades da OAFLAD, em Angola, as esposas de Chefes de Estado participaram, na última quinta-feira, numa campanha de plantação de árvores no jardim da Nova Marginal, em Luanda. A acção destinou-se a incentivar a arborização, combater as alterações climáticas e promover a educação ambiental.




