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O documento foi entregue pelo Executivo, representado pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, e prevê um crescimento económico de 5,5%.
Entre as principais prioridades destacam-se a preservação da estabilidade macroeconómica, o reforço do investimento público e a protecção do poder de compra das famílias.
Na apresentação da proposta, o ministro de Estado para a Coordenação Económica apontou a prudência financeira como uma das principais orientações do orçamento, tendo em conta os desafios do contexto externo e a necessidade de acelerar a diversificação económica, com particular incidência no sector não petrolífero.
Para o sector petrolífero, o Executivo prevê um crescimento de 7,1%, bem como a continuidade da trajectória de redução da inflação, com vista à protecção dos rendimentos das famílias.
O documento contempla igualmente a continuidade dos investimentos públicos nos domínios dos transportes rodoviários, energia, água e educação. Neste último sector, destaca-se o programa "Minha Escola, Meu Futuro", orientado para a expansão do acesso das crianças ao ensino regular.
Em matéria de financiamento, o Executivo estima necessidades brutas na ordem dos 15,5 biliões de kwanzas. Segundo José de Lima Massano, uma eventual valorização do preço do petróleo acima da referência considerada no orçamento poderá contribuir para reduzir as necessidades de endividamento do Estado.
Relativamente ao processo eleitoral de 2027, o ministro assegurou que a proposta contempla os recursos necessários para garantir a realização das eleições em condições de normalidade, segurança e tranquilidade.




