Luanda – O secretário de Estado para a Protecção dos Objectivos Estratégicos, António Queirós, afirmou, esta sexta-feira, em Luanda, que Angola transformou a sua dolorosa trajectória de reconciliação nacional num activo diplomático de valor incalculável.
Luanda – O secretário de Estado para a Protecção dos Objectivos Estratégicos, António Queirós, afirmou, esta sexta-feira, em Luanda, que Angola transformou a sua dolorosa trajectória de reconciliação nacional num activo diplomático de valor incalculável.
Ao intervir no encerramento do primeiro curso sobre “O Papel da Diplomacia de Defesa nos Estados”, o responsável eferiu que Angola aposta numa diplomacia activa, orientada para a prevenção de conflitos, a promoção do diálogo político e a consolidação da paz.
“Este desiderato tem conferido, sem sombra de dúvida, protagonismo a Angola”, enfatizou.
António Queirós apontou a intervenção de Angola na mediação de conflitos regionais, com realce para o Processo de Luanda e para o papel desempenhado pelo Presidente da República, João Lourenço, enquanto Campeão da União Africana para a Paz e Segurança.
Segundo o secretário de Estado, esta actuação permitiu ao país contribuir para a aproximação de posições entre diferentes Estados da região e para a procura de soluções negociadas para situações de tensão.
No caso da República Democrática do Congo (RDC), salientou que Angola tem trabalhado para contribuir para a resolução da crise no Leste daquele país, através de esforços de aproximação entre Kinshasa e Kigali.
Considerou que este protagonismo também se reflecte na crescente participação de Angola nos fóruns multilaterais, com realce para a eleição do país para o Conselho de Paz e Segurança da União Africana (CPS-UA) e a participação em missões de paz, como na Somália.
Para António Queirós, estes factores constituem sinais do reconhecimento internacional da capacidade de Angola para contribuir para a paz e a segurança.
No domínio do multilateralismo, afirmou que Angola mantém uma posição clara em defesa do Direito Internacional e dos princípios da Carta das Nações Unidas, com apelos constantes a soluções negociadas para os conflitos, incluindo no Médio Oriente e na Ucrânia.
O secretário de Estado considerou, igualmente, que a experiência de reconciliação nacional e o “soft power” de Angola conferem ao país instrumentos importantes para a promoção da estabilidade regional.
“Uma fronteira leste estável significa menos refugiados, menor circulação de minerais ilícitos e menor criminalidade organizada dentro do espaço”, afirmou.
António Queirós justificou, assim, a preocupação de Angola com a situação na RDC e nos países vizinhos, por considerar que os conflitos naquela região produzem consequências directas para o país.
“Daí a grande preocupação que temos em relação aos conflitos na República Democrática do Congo e nos países vizinhos, que têm consequências directas para nós”, enfatizou.
Perante este quadro, considerou necessário utilizar todos os meios ao alcance do Estado, assim como as capacidades de apoio, informação e inteligência disponíveis, para contribuir para a estabilidade regional.
O primeiro curso sobre “O Papel da Diplomacia de Defesa nos Estados” reuniu responsáveis e especialistas para abordar questões ligadas à diplomacia, defesa, segurança e prevenção de conflitos.FMA/ART




