Luanda – O secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno Caldas, alertou, esta sexta-feira, em Luanda, para os riscos das fake news na democracia e na coesão social, por serem capazes de transformar informação em desinformação e influenciar comportamentos.
Luanda – O secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno Caldas, alertou, esta sexta-feira, em Luanda, para os riscos das fake news na democracia e na coesão social, por serem capazes de transformar informação em desinformação e influenciar comportamentos.
O responsável falava no workshop sobre “Fake News como Risco para a Democracia e a Coesão Social em Angola”, enquadrado nas acções de formação e reflexão promovidas pelo Comité Provincial de Luanda do MPLA, com enfoque nos desafios actuais da comunicação, da transformação digital e da sociedade.
Disse que a circulação de informações falsas pode manipular a opinião pública, influenciar decisões de determinados grupos da sociedade e afectar o Estado democrático e os direitos dos cidadãos.
Nesta perspectiva, Nuno Caldas considerou que o combate à desinformação exige maior responsabilidade na produção e divulgação de conteúdos, bem como o reforço da capacidade de verificação das informações que circulam, sobretudo nas plataformas digitais.
Para o efeito, apontou a necessidade de uma atitude mais criteriosa perante os conteúdos disponíveis nas redes sociais, em função da velocidade de propagação das informações e a facilidade de produção de conteúdos enganosos.
Por seu turno, a jornalista Sandra Mainsel considerou as fake news um problema social que exige uma abordagem ampla, face à evolução tecnológica e ao crescente recurso à inteligência artificial (IA).
A profissional alertou que o avanço da IA torna cada vez mais difícil distinguir conteúdos verdadeiros de falsos, uma vez que as ferramentas de geração algorítmica facilitam a produção e divulgação de informações enganosas.
Sandra Mainsel disse que a aprovação da legislação sobre a matéria pode contribuir para regular a forma como os cidadãos se posicionam perante os novos modos de comunicação.
Durante a sua intervenção, a profissional defendeu também uma reflexão sobre a regulamentação e governação da inteligência artificial.
Na opinião da jornalista Paula Simons, a aprovação da legislação demonstra a preocupação do Estado em criar mecanismos de prevenção e fiscalização.
A título de exemplo, referiu a celeridade na publicação da legislação relacionada com as informações falsas após a sua aprovação, bem como o período previsto para a entrada em vigor da Lei da Cibersegurança, destinado à criação e organização das instituições necessárias à sua aplicação.
Formação e reflexão
O secretário do Departamento para Organização Urbana e Académica do Comité Provincial do MPLA em Luanda, Moisés Alfredo “África”, realçou a importância das iniciativas de formação e reflexão sobre os actuais desafios da comunicação social e da sociedade.
Na ocasião, o primeiro secretário do Comité do MPLA de Especialidade dos Jornalistas, Manuel Miguel de Carvalho “Wadijimbi”, apresentou considerações sobre os objectivos da actividade e a importância de abordar o fenómeno das fake news.
A iniciativa reuniu jornalistas, especialistas e académicos do sector, com o objectivo de promover uma reflexão sobre os impactos da desinformação na comunicação social, na democracia e na sociedade angolana.
Durante o workshop, foram abordados os desafios que a desinformação coloca à comunicação social e à democracia, a legislação recentemente aprovada sobre as fake news, a literacia digital e os impactos do fenómeno na sociedade**.FMA/ART**




