Crescimento da África Subsariana em 2025

Resumo: FMI reporta crescimento de 4,5% na África Subsaariana em 2025, após uma década de baixo desempenho. Projeções apontam arrefecimento para 4,3% diante de choques externos e desafios fiscais.
Pontos-chave
O Fundo Monetário Internacional destaca que em 2025 a região apresentou crescimento de 4,5%, nível não visto há mais de uma década. Esse resultado foi impulsionado por políticas econômicas mais sólidas e medidas de estabilização fiscal e monetária. Analistas sublinham que a melhoria nas condições externas, como preços de minerais, também foi determinante para o desempenho agregado.
Apesar do avanço, o FMI alerta que no início de 2026 um choque exógeno afetou a região, elevando custos de energia e perturbando abastecimentos. Como consequência, as projeções foram revistas para 4,3%. Autoridades precisam equilibrar respostas de curto prazo com reformas estruturais para preservar estabilidade macroeconômica e evitar políticas fiscais pró-cíclicas que possam comprometer a resiliência.
O relatório recomenda que países exportadores de petróleo, incluindo Angola, utilizem receitas extraordinárias para fortalecer margens de manobra: poupança, redução da dívida e quitação de atrasos. Essas ações visam reconstruir buffers fiscais e mitigar vulnerabilidades. Investimentos em setores estratégicos e reformas institucionais são apontados como essenciais para sustentar o crescimento e aumentar a capacidade de resposta a choques futuros.
O FMI observa que condições externas favoráveis, como melhor preço do ouro e do cobre e acesso a financiamento mais benigno na segunda metade do ano, contribuíram para o crescimento. Entretanto, persistem riscos ligados à volatilidade dos preços das commodities e à insegurança no fornecimento de fertilizantes, fatores que podem comprometer a produção agrícola e a segurança alimentar nas economias mais frágeis da sub-região.
Em suma, a evolução positiva de 2025 oferece uma janela para consolidar reformas e reforçar políticas macroeconômicas. O FMI recomenda coordenação entre medidas de curto prazo e reformas de médio-longo prazo, enfatizando a necessidade de fortalecer a resiliência fiscal e diversificar as fontes de crescimento. Governos devem priorizar gestão prudente das receitas e investimentos que promovam sustentabilidade e inclusão econômica.


