Angola aumenta produção de diamantes em 2025

Resumo: Angola registou forte expansão da produção e exportação de diamantes em 2025, superando metas do PDN e ajustando estratégia face à queda de preços internacionais.
Pontos-chave
Em 2025, Angola produziu cerca de 15,19 milhões de quilates de diamantes, ultrapassando a meta inicial do PDN e mostrando resiliência do sector; esta performance decorre de investimentos públicos e privados, maior disciplina na oferta e uma resposta estratégica à concorrência dos diamantes sintéticos, enquanto o país procura consolidar parcerias e assegurar rendimento para a economia nacional.
Os dados oficiais revelam que as exportações atingiram mais de 17 milhões de quilates, gerando receitas de aproximadamente 1,6 a 1,8 mil milhões de dólares, com os Emirados Árabes Unidos e a Bélgica como principais destinos; tal concentração geográfica do mercado sublinha a necessidade de diversificação e de canais de comercialização mais sólidos para reduzir riscos externos.
Face à pressão sobre os preços internacionais, o Governo angolano optou por aumentar volumes comercializados, estratégia que permitiu compensar parte da redução dos valores unitários; analistas apontam que este ajustamento é uma resposta tática, mas que exige investimentos em transparência, valor agregado e cadeia de valor para sustentar rendimentos e atrair investidores estrangeiros no médio prazo.
Entre os desafios persistentes estão a crescente penetração de diamantes laboratoriais, a desaceleração da procura global e a reconfiguração dos canais de venda; por isso, o sector deverá focar-se em maior transparência, certificação e parcerias estratégicas, ao mesmo tempo que trabalha para estabilizar preços mediante disciplina na oferta e reforço da capacidade produtiva e logística interna.
O Secretário de Estado para os Recursos Minerais enfatizou que se espera uma evolução gradual rumo à estabilização do mercado, condicionada por factores externos, mas com sinais de reequilíbrio; para 2026, a prioridade será aumentar a produção interna e consolidar receitas, mantendo atenção especial à concorrência tecnológica e à necessidade de políticas que promovam sustentabilidade e desenvolvimento regional.


