Eugénio Laborinho no comando do Cuanza Sul

Resumo: João Lourenço nomeou Eugénio César Laborinho governador do Cuanza Sul e empossou-o em cerimónia em Luanda; há também mudanças em vice-governança e adminstração bancária provincial.
Pontos-chave
Em 14 de abril de 2026, o Presidente da República, João Lourenço, assinou decretos que nomearam Eugénio César Laborinho como governador provincial do Cuanza Sul, exoneraram Narciso Damásio dos Santos Benedito e introduziram substituições para cargos de vice-governador e administração bancária, movimentos que refletem uma reconfiguração administrativa visando reforçar a governação e a implementação de políticas públicas regionais para desenvolvimento local.
Na cerimónia de posse em Luanda, o Chefe de Estado enalteceu o percurso de Eugénio Laborinho, destacando experiência em cargos ministeriais e de governação; insistiu na necessidade de compromisso, sentido de missão e liderança para tirar partido do potencial económico do Cuanza Sul, promovendo uma governação inclusiva e orientada para resultados que envolva sociedade civil, empresários e parceiros locais na execução de programas.
Eugénio Laborinho, que já exerceu funções como governador de Cabinda e ministro do Interior, afirmou que a primeira fase do mandato incluirá uma missão de constatação na província para avaliar a situação actual, dar continuidade ao trabalho do antecessor e ajustar programas às novas realidades, priorizando diagnóstico, articulação institucional e medidas práticas para responder a desafios sociais, infraestruturais e económicos identificados.
Além da nomeação de Laborinho, o decreto presidencial exonerou António Gilberto Augusto Matias do cargo de vice-governador do Cunene para os Serviços Técnicos e Infra-Estruturas, nomeando Generoso Cláudio Kondjasili como substituto, e deu por findo o mandato de Hermenegildo Oseias Fernando Cachimbombo na administração do Banco Nacional de Angola, nomeando Gilberto Rodrigues Caliatu para o Conselho de Administração, mostrando uma mobilidade de quadros em diferentes frentes do aparelho estatal.
Analistas e observadores locais veem estas mudanças como uma oportunidade para reforçar a coordenação entre governo provincial e actors económicos e sociais, esperando que a experiência de Laborinho contribua para acelerar projectos de investimento, infraestrutura e serviços públicos; o sucesso dependerá da capacidade de implementação, transparência e envolvimento dos diversos parceiros para assegurar impacto efectivo nas condições de vida da população.


