Angola diz precisar de USD 14 mil milhões por ano para cumprir ODS e Agenda 2063; BAD aponta défice anual de USD 8,6 mil milhões

Imagem: Forbes África Lusófona
Resumo: Ministério do Planeamento e Banco Africano de Desenvolvimento lançaram em Luanda o Country Focus Report 2026, com apelos a mais mobilização interna, investimento privado e reformas para financiar o desenvolvimento do país.
Pontos-chave
Angola precisa de cerca de USD 14 mil milhões por ano para cumprir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e a Agenda 2063, segundo um comunicado conjunto do Ministério do Planeamento e do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) divulgado no lançamento do Country Focus Report 2026, em Luanda. A mesma nota refere um défice anual de financiamento estimado pelo BAD em USD 8,6 mil milhões, defendendo maior mobilização de recursos internos e capital privado.
[1] Economia & FinançasNa apresentação do relatório, o secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga, defendeu uma nova arquitectura de financiamento baseada na diversificação das fontes de recursos, reforço da cooperação internacional, disciplina fiscal e captação de investimento privado. A intervenção enquadrou o tema num contexto global de fragmentação económica, tensões geopolíticas e dificuldades de acesso ao financiamento.
[2] Forbes África Lusófona
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As duas fontes convergem na ideia de que Angola tem ainda um espaço financeiro apertado, mas com sinais macroeconómicos positivos. O comunicado do BAD e do Ministério do Planeamento fala em crescimento de 3,1% em 2025, redução da dívida pública de 119% do PIB em 2020 para menos de 50% em 2025 e inflação a descer para 8,78%; já Luís Epalanga citou uma revisão em alta do BNA para 6,15% de crescimento em 2026, inflação de 9,33% em Julho e reservas internacionais de USD 14,94 mil milhões.
[1] Economia & Finanças[2] Forbes África LusófonaO BAD mantém em Angola uma carteira estimada em USD 1,5 mil milhões, com projectos em energia, águas, saneamento, transportes, agricultura, finanças, sector social e ambiente. A nota do Ministério do Planeamento e do BAD e a intervenção de Luís Epalanga apontam a continuidade de reformas na contratação pública, o desenvolvimento do mercado de capitais, mecanismos de garantia e financiamento misto, além de parcerias público-privadas e financiamento climático, como próximos passos para sustentar o investimento.
[1] Economia & Finanças[2] Forbes África Lusófona


