Angola reforça governação dos recursos naturais

Resumo: Téte António defendeu em Nova Iorque uma gestão transparente e sustentável dos recursos naturais, ligada à paz, à segurança e ao desenvolvimento.
Pontos-chave
Em Nova Iorque, Angola levou ao Conselho de Segurança a mensagem de que os recursos naturais só geram progresso quando são geridos com transparência, responsabilidade e sustentabilidade. Téte António sublinhou que a boa governação é decisiva para evitar conflitos, fortalecer instituições e transformar riqueza mineral em benefícios concretos para as populações.
O ministro alertou para o impacto da exploração ilícita, que continua a alimentar grupos armados, corrupção e fluxos financeiros ilegais em várias regiões africanas, sobretudo no leste da RDC. Para Angola, o combate a estas redes exige leis robustas, aplicação firme da lei, cooperação policial e aduaneira, e mecanismos eficazes de rastreabilidade.
Na sua intervenção, Téte António destacou instrumentos já existentes, como o Processo de Kimberley, as directrizes de Due Diligence da OCDE, o Mecanismo Regional de Certificação dos Grandes Lagos e a Iniciativa para a Transparência das Indústrias Extractivas. Defendeu ainda o uso de tecnologias inovadoras para elevar a prestação de contas e a confiança nas cadeias de abastecimento.
A diplomacia angolana apresentou três prioridades: reforço dos quadros jurídicos e institucionais, aprofundamento da cooperação internacional e integração da governação dos recursos nas estratégias de prevenção de conflitos e consolidação da paz. O governante insistiu que a exploração e o tráfico ilícitos são desafios transnacionais que pedem respostas coordenadas entre Estados, organismos regionais e sector privado.
Como exemplo de desenvolvimento partilhado, Angola apontou o Corredor do Lobito e manifestou interesse na proposta da RDC para criar um Grupo de Amigos para a Governação dos Recursos Naturais. A ideia é consolidar uma agenda em que minerais e outras riquezas naturais sirvam a integração regional, a valorização local e a estabilidade duradoura.
Fontes
Angola defende gestão responsável dos recursos naturais
País defende governação responsável dos recursos naturais como pilar do desenvolvimento sustentável
Angola defende governação responsável dos recursos naturais como base para a paz e o desenvolvimento
Ministro Téte António defende governação responsável dos recursos naturais


