Angolanos julgados na Nigéria por tráfico

Resumo: Dois cidadãos angolanos são julgados em Kano, Nigéria, por ingestão de cápsulas com cocaína. A sentença está marcada para 13 de maio, com acompanhamento diplomático angolano.
Pontos-chave
Dois angolanos, identificados como Wilson Fernando Ngoma e Martins Mbandu Makiadi, começaram a ser julgados na cidade de Kano, norte da Nigéria, após terem sido detidos em 4 de fevereiro por alegado transporte de droga ingerida no organismo; as autoridades locais afirmam que foram encontrados no estômago dos suspeitos cápsulas contendo cocaína de elevada pureza, segundo análises laboratoriais oficiais.
As detenções ocorreram no Aeroporto Internacional de Kano quando os arguidos tentavam embarcar com destino a Istambul, Turquia; segundo investigações preliminares, ambos terão sido aliciados em Luanda por um sindicato de contrabandistas que lhes ofereceu pagamento de cerca de três mil dólares a cada um, prometendo remuneração em troca do transporte interno das cápsulas para entrega a terceiros.
Durante as audiências iniciais, os acusados declararam-se culpados de participação no esquema de tráfego internacional de drogas, uma prática que, conforme a legislação nigeriana, acarreta severas penas; o processo segue em corte estadual e aguarda leitura da sentença marcada para 13 de maio, com a presença de representantes da Embaixada de Angola na Nigéria para acompanhamento consular e diplomático.
As autoridades forenses da agência antidrogas nigeriana confirmaram a elevada pureza da substância apreendida, atribuindo aos casos um padrão semelhante a outras detenções recentes envolvendo nacionais angolanos; essa sequência de ocorrências motivou cooperação entre a agência nigeriana de combate ao narcotráfico e autoridades angolanas, com o objetivo de investigar redes de recrutamento e os fornecedores que atuam na Nigéria.
O acompanhamento do julgamento incluiu um comité diplomático liderado pelo conselheiro Osvaldo Bravo da Rosa, representando a Embaixada de Angola em Kano; analistas e fontes judiciais apontam que o caso reforça a necessidade de alertas sobre aliciamento de vulneráveis para tráfico internacional e a importância de apoio consular a nacionais detidos no estrangeiro, sobretudo em processos com risco de penas elevadas.


