Cafeicultores pedem mais flexibilidade à banca; BFA diz que crédito ao café pode ter carência de até 3 anos e juro de 7,5%

Imagem: ANGOP
Resumo: Empresários do sector agropecuário, sobretudo cafeicultores, pediram à banca comercial condições de crédito mais adaptadas ao ciclo da cultura. O BFA respondeu que o seu projecto para o café prevê modalidades com carência e financiamento bonificado.
Pontos-chave
Empresários do sector agropecuário, sobretudo cafeicultores, apelaram aos bancos comerciais uma maior flexibilidade na concessão de crédito e a reavaliação do período de carência, alegando que a cultura do café tem um ciclo produtivo longo e específico. No encontro, defenderam também que as condições de financiamento sejam ajustadas à realidade dos produtores.
[2] ANGOPO Banco de Fomento Angola (BFA), que promoveu a mesa-redonda sobre o café, disse ter um projecto-piloto com financiamento directo e indirecto e que o crédito para o café pode incluir carência de até três anos, período em que as empresas pagam apenas juros. José Costa afirmou ainda que o montante bonificado pode chegar a 90%, com taxa de juro de 7,5%, e que o banco financia até 80% do valor da factura em máquinas e equipamentos.
[2] ANGOP
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Noutra intervenção relacionada com a mesma fileira, o BFA garantiu financiamento para pequenas, médias e grandes empresas do agronegócio e disse apoiar um projecto no Cuanza-Sul ligado ao café, com 170 milhões de kwanzas e compromisso de apoiar mais de três mil microprodutores. A instituição também sublinhou que o investimento deve assentar em projectos viáveis e sustentáveis.
[1] ANGOP


