Literacia financeira, liquidez e preparação das empresas expõem desafios do mercado de capitais em fórum em Luanda

Imagem: Forbes África Lusófona
Resumo: Especialistas e o regulador do sector apontaram a baixa literacia financeira como um dos principais entraves ao crescimento do mercado de capitais angolano, num fórum que também destacou a necessidade de mais emitentes, mais liquidez e melhor informação financeira.
Pontos-chave
No 5.º Fórum do Mercado de Capitais, em Luanda, o debate sobre desafios e oportunidades do sector juntou regulador e especialistas para discutir os entraves ao crescimento do mercado. Entre os pontos mais repetidos estiveram a baixa literacia financeira, a fraca liquidez e a necessidade de preparar melhor as empresas para emitirem dívida e acções.
[1] Ver Angola[2] Forbes África LusófonaO presidente da CMC, Elmer Serrão, defendeu que o mercado de capitais deve funcionar como alternativa e complemento ao financiamento bancário, aproximando as necessidades das empresas da poupança dos investidores. Sublinhou ainda que a confiança, a transparência, a protecção dos investidores e a melhoria da literacia financeira são condições centrais para o desenvolvimento do sector.
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Outros intervenientes convergiram no diagnóstico, mas com ênfases diferentes. Odair Costa, do BFA Capital Market, disse que o maior obstáculo é o baixo nível de literacia financeira, sobretudo entre investidores, emitentes e 'players'; já Pedro Silva, da Ernest & Young, acrescentou que a qualidade do relato financeiro e a capacitação das equipas também condicionam a entrada de empresas no mercado.
[1] Ver AngolaDo lado institucional, o presidente do IGAPE, Álvaro Fernão, referiu que o Propriv já realizou seis operações e que o próximo foco passa pelo pós-privatização e pela procura de novas empresas para o mercado. Já outros participantes chamaram a atenção para a profundidade e liquidez do mercado e, no caso da Kassai – SGOIC, para a cultura de incumprimento das obrigações financeiras como barreira adicional.
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