Ciclone Gezani arrasa Madagascar e ameaça Moçambique

Resumo: O ciclone Gezani devastou Toamasina, em Madagáscar, com dezenas de mortos e grande destruição; agora aproxima-se da costa moçambicana, obrigando a alertas e ações de prevenção.
Pontos-chave
O ciclone Gezani atingiu com violência a cidade de Toamasina, em Madagáscar, provocando ventos de até 250 km/h, destruição generalizada e pelo menos 31 mortos segundo o balanço provisório das autoridades. Vídeos oficiais mostram ruas inundadas, centenas de árvores arrancadas e telhados levados, evidenciando a dimensão da catástrofe e a fragilidade de habitações construídas com materiais precários.
Autoridades locais e organizações humanitárias descrevem um impacto muito grave: cerca de 75% da cidade foi danificada e 90% dos telhados foram arrancados total ou parcialmente, segundo uma ONG. O presidente regional percorreu áreas inundadas para avaliar prejuízos, enquanto serviços de emergência mobilizam recursos para resgates, abrigo e assistência às populações afetadas pelo ciclone e pelas cheias subsequentes.
Moçambique prepara-se para a chegada do mesmo sistema meteorológico, com previsões de ventos médios de 120 km/h e rajadas até 140 km/h, além de chuvas intensas. O governo ativou ações antecipadas e alertou as províncias costeiras de Sofala, Inhambane e Gaza, recomendando que a população siga orientações das autoridades para reduzir riscos e proteger pessoas e bens diante da possível passagem do ciclone pelo Canal de Moçambique.
O histórico de tempestades recentes agrava a vulnerabilidade: desde outubro de 2025, tempestades e cheias já causaram centenas de mortos e centenas de milhares de afetados em Moçambique. As equipas de resposta destacam a necessidade de coordenação entre INGD, CENOE e parceiros humanitários para garantir abrigo, água potável e cuidados médicos, além de planear evacuações nas zonas mais expostas.
Analistas e serviços meteorológicos regionais comparam Gezani a ciclones passados de grande impacto e sublinham a importância de vigilância contínua. As mensagens oficiais pedem prudência e preparação imediata: seguir avisos das autoridades, preparar kits de emergência e deslocar-se para áreas seguras quando solicitado, a fim de minimizar perdas humanas e facilitar a ação de socorro nas próximas 48 a 72 horas.


