CMC atribui perdas na OPV da Unitel a falta de literacia financeira; acções caem 30% em menos de dois meses

Imagem: Valor Económico
Resumo: A CMC diz que alguns investidores da Unitel recorreram a venda de terrenos e a crédito bancário para entrar na operação, enquanto uma análise da Maka Angola aponta uma queda acentuada da cotação após a entrada em bolsa.
Pontos-chave
O administrador executivo da CMC, Vasco Januário, afirmou que parte dos pequenos subscritores da oferta pública de venda da Unitel entrou no mercado sem conhecer bem o seu funcionamento e terá sido influenciada por familiares, amigos ou colegas. Segundo a sua explicação, houve investidores que venderam património imobiliário, como terrenos, e outros que recorreram a crédito bancário para participar na operação, ficando depois sem capacidade para pagar os empréstimos.
[1] Valor EconómicoNum texto de análise, a Maka Angola refere que a acção da Unitel valia 40 040 kwanzas na entrada em bolsa, em 29 de Julho de 2026, e que no fecho de 24 de Setembro estava nos 28 000 kwanzas. A publicação calcula uma quebra de cerca de 30% em menos de dois meses e afirma que cerca de 300 mil milhões de kwanzas pagos pelos novos accionistas pela participação de 15% passaram a valer cerca de 210 mil milhões.
[2] Maka Angola
As 10 principais notícias de Angola, no seu e-mail.
Receba uma seleção clara todas as manhãs, às 07h.
Selecionadas entre 22 fontes.
Um e-mail por dia. Cancele quando quiser.
As duas peças convergem na ideia de que a forte desvalorização agravou a pressão sobre pequenos investidores da OPV, mas divergem no enquadramento: a CMC centra a explicação na falta de literacia financeira, enquanto a Maka Angola questiona a mecânica da operação e defende que o comportamento do título pode indicar problemas mais profundos no mercado e na supervisão.
[1] Valor Económico[2] Maka Angola



