Habitação social para antigos combatentes

Resumo: Governo de Angola lança projeto de construção de habitação social para antigos combatentes e portadores de deficiência em cinco províncias. Iniciativa visa melhorar condições de vida e garantir realojamento digno.
Pontos-chave
O Presidente da República autorizou, por despacho oficial, a contratação simplificada para a construção de habitações sociais destinadas ao realojamento de antigos combatentes e portadores de deficiência, com intervenções previstas nas províncias do Icolo e Bengo, Bengo, Bié, Moxico e Cunene; a medida procura responder a reivindicações históricas e corrigir precariedades habitacionais que persistem há décadas.
O projeto, segundo documentos oficiais, inclui verbas para estudos, fiscalização e execução das obras, com contingenciamento orçamental específico; a aposta é na inclusão social e no reconhecimento do contributo desses cidadãos, prevendo-se impacto direto na qualidade de vida das famílias, redução de vulnerabilidades e melhoria do acesso a infraestruturas básicas nas comunidades beneficiadas.
Organizações representativas dos antigos combatentes têm alertado para a exclusão de muitos beneficiários em cadastros e para atrasos no pagamento de pensões, fatores que aumentam a fragilidade socioeconômica; a construção de casas próprias é apresentada como resposta prática que pretende oferecer segurança habitacional, dignidade e maior estabilidade para veteranos e seus familiares nas províncias abrangidas.
A execução das empreitadas ficará a cargo dos órgãos competentes, com delegação de competências ao ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação para celebração e assinatura de contratos, fiscalização e eventual subdelegação; o acompanhamento técnico e o cumprimento de prazos são destacados como essenciais para garantir qualidade e transparência durante todo o ciclo do projeto.
Além do realojamento, o governo afirma que estas ações contribuem para reduzir desigualdades sociais e reconhecer o contributo histórico dos antigos combatentes na luta pela independência; espera-se que a iniciativa promova inclusão e condições de vida sustentáveis, sendo também prevista a inscrição do projeto no PIP/OGE de 2026 para assegurar financiamento e continuidade administrativa.


