CPLP e UNCTAD impulsionam digitalização do comércio

Resumo: CPLP e CNUCED/UNCTAD assinaram um memorando para reforçar capacidades focadas na digitalização do comércio internacional. A cooperação visa modernizar aduanas, partilhar conhecimentos e apoiar o desenvolvimento sustentável.
Pontos-chave
Em Lisboa, representantes da CPLP e da CNUCED/UNCTAD rubricaram um memorando de entendimento com o objetivo de revitalizar uma parceria iniciada em 2000; a cerimónia, conduzida pela Embaixadora Maria de Fátima Jardim e pelo chefe do Programa ASYCUDA Renaud Massenet, simboliza um compromisso renovado para a modernização de procedimentos e para a promoção de comércio mais eficiente e transparente.
O acordo centra-se no reforço de capacidades técnicas nos Estados‑Membros requerentes, com ênfase na digitalização dos processos aduaneiros e na automatização de fluxos comerciais; prevê-se coordenação de assistência técnica, formação e transferência de conhecimento para facilitar reformas institucionais que permitam maior integridade, velocidade e previsibilidade nas operações transfronteiriças.
As partes destacaram a importância da partilha de experiências e boas práticas sobre diversificação económica inclusiva e transformação estrutural; ao alinhar projetos de capacitação com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, espera‑se que as intervenções promovam emprego, competitividade e mercados mais dinâmicos nos países lusófonos, reduzindo barreiras e custos ligados ao comércio internacional.
Durante a assinatura, a secretária executiva da CPLP sublinhou que iniciativas anteriores com a CNUCED/UNCTAD produziram avanços aduaneiros relevantes e que o novo memorando permitirá escalar programas de modernização; por sua vez, o responsável pelo ASYCUDA afirmou que a cooperação reforça governança económica e fortalece instituições responsáveis pela facilitação comercial e conformidade normativa.
A CNUCED/UNCTAD, sediada em Genebra e fundada em 1964, atua para integrar países em desenvolvimento na economia global e apoiar erradicação da pobreza; por meio deste acordo com a CPLP, pretende consolidar instrumentos de medição do progresso rumo à Agenda 2030 e ampliar assistência técnica que favoreça cadeias de valor mais resilientes e inclusivas.


