Desabamento mortal em mina artesanal

Resumo: Desabamento em mina artesanal em Nambuangongo matou 28 pessoas, entre elas 13 de uma mesma família; buscas continuam e autoridades alertam para o garimpo ilegal e a necessidade de maior fiscalização.
Pontos-chave
Na madrugada do incidente, em Nambuangongo, um desabamento numa mina artesanal de ouro provocou a morte de 28 pessoas e deixou sobreviventes e desaparecidos. As equipes de resgate enfrentaram dificuldades logísticas devido à fraca comunicação na região, o que atrasou a coordenação das operações e o levantamento de informações essenciais para socorrer as vítimas e identificar possíveis sobreviventes ainda soterrados.
Fontes locais, incluindo o Jornal de Angola e a Rádio Nacional, relataram que 13 das vítimas pertenciam à mesma família, agravando o impacto comunitário da tragédia. Três pessoas foram resgatadas com vida e encaminhadas para cuidados médicos; há registo também de desaparecidos. Autoridades locais e o Serviço de Proteção Civil acompanham as operações, ressaltando a complexidade do terreno e a necessidade de apoio especializado.
Um sobrevivente identificado como Alfredo Inga, apelidado “Coragem”, descreveu às autoridades a cena no local: dezenas de pessoas numa estrutura parecida com um túnel improvisado para extracção de ouro, onde o muro desabou durante a confusão. Relatos testemunhais ajudam a reconstruir as circunstâncias do acidente e a orientar buscas, ao mesmo tempo que expõem as práticas perigosas de garimpo que persistem em áreas remotas do país.
O delegado provincial do Ministério do Interior no Bengo e autoridades administrativas locais apelaram ao reforço da fiscalização e a campanhas de sensibilização sobre os riscos do garimpo ilegal. Incidentes semelhantes já causaram mortes em várias províncias angolanas nos últimos anos, incluindo Huambo, Huíla, Bié e Lunda-Norte, sublinhando um padrão de tragédias associadas à extracção informal de minerais em locais sem segurança.
As operações de busca e resgate prosseguem enquanto a comunidade lamenta as perdas e as equipas tentam garantir segurança aos trabalhadores no local. Investigações preliminares e levantamentos continuam, com a possibilidade de o número de vítimas ainda vir a ser atualizado. Autoridades locais pedem colaboração e relatos de informação útil para acelerar o socorro e responsabilizar as práticas que colocam vidas em risco.


