Descarrilamento do CFL sem vítimas no Cuanza-Norte

Resumo: Comboio de mercadorias do CFL descarrilou entre Malanje e o Cuanza-Norte sem feridos. A degradação da via é apontada como causa provável.
Pontos-chave
Quatro notícias deram conta do mesmo incidente ferroviário: um comboio de mercadorias do CFL descarrilou no troço entre Quinzenza, em Malanje, e Lucala, no Cuanza-Norte, sem provocar vítimas humanas. A composição seguia com uma locomotiva C30 e dez vagões-cisterna vazios destinados ao transporte de gás, segundo os relatos.
O acidente terá ocorrido por volta das 13h25, no quilómetro 288+000, quando um dos vagões saiu da linha. Depois do descarrilamento, a locomotiva e o vagão afectado avançaram cerca de 25 metros, mas não houve registo de mortos, feridos ou danos humanos relevantes, reforçando o carácter apenas material do incidente.
As versões consultadas coincidem ao apontar o elevado estado de degradação do troço ferroviário entre Zenza do Itombe e Cacuso, com 215 quilómetros, como factor preliminar para o descarrilamento. O CFL afirmou que essa condição pode ter contribuído para a perda de estabilidade da composição e para o incidente registado.
Em resposta, o CFL informou que já decorrem procedimentos para remover a composição e repor a circulação no troço afectado. As equipas técnicas da empresa e do Instituto Nacional de Prevenção e Investigação de Acidentes e Incidentes nos Transportes foram mobilizadas para o local, com a missão de apurar as causas exactas.
O caso ganhou destaque porque ocorreu numa linha estratégica que liga Malanje a Luanda e transporta mercadorias sensíveis, incluindo gás. Apesar da ausência de vítimas, o episódio volta a expor fragilidades da infraestrutura ferroviária e pressiona por manutenção urgente, investigação rigorosa e maior segurança operacional no sistema.


