Despedida de Octávio Capapa em Santa Ana

Resumo: Centenas de colegas, amigos e familiares reuniram-se no Cemitério da Santa Ana, em Luanda, para homenagear o jornalista Octávio Capapa. A cerimônia destacou o legado profissional e humano que marcou gerações na rádio angolana.
Pontos-chave
A cerimônia fúnebre reuniu uma multidão de profissionais da comunicação, ouvintes e familiares que prestaram homenagem a Octávio Capapa, figura emblemática do jornalismo radiofónico angolano. Nas palavras dos presentes, a sua voz e estilo marcaram épocas; recordaram-se programas que moldaram a identidade sonora do país e o compromisso ético que orientou a sua carreira ao longo de décadas de serviço público.
Familiares descreveram Octávio como um homem de carácter e humor, capaz de transformar momentos simples em memórias acolhedoras. Os filhos enfatizaram que construiu a vida com trabalho, dignidade e exemplo, lembrando episódios que mostravam a sua capacidade de animar a família mesmo em doença. As testemunhas destacaram a simplicidade e o sorriso fácil como marcas pessoais que o tornaram querido por muitos.
Representantes da Rádio Nacional de Angola e colegas lembraram a trajetória profissional de Capapa, que por décadas foi voz principal em programas de grande audiência. O contributo jornalístico durante períodos difíceis, incluindo os tempos de conflito, foi salientado como inspirador para sucessivas gerações de locutores e técnicos. O seu percurso na RNA e em emissões de grande alcance consolidou uma referência na comunicação angolana.
No funeral, abraços, lágrimas e palavras de gratidão marcaram a despedida coletiva, enquanto mensagens de condolência foram lidas em nome de instituições e colegas. A comunidade jornalística interpretou a forte presença no Cemitério da Santa Ana como reconhecimento do seu legado humano e profissional. O ambiente misturou o pesar pela perda e a celebração da influência que deixou na rádio e na vida das pessoas.
Nos últimos dias, a saúde de Octávio agravou-se devido a múltiplos problemas, incluindo diabetes e glaucoma, culminando em internamento no Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha. A nota biográfica recordou origem em Benguela e a notoriedade conquistada nas décadas de 1980 e 1990, com programas como Angola Combatente e outros espaços de grande audiência que marcaram ouvintes e moldaram caminhos para novos profissionais.


