Ébola na RDC agrava-se e OMS reforça resposta

Resumo: O surto de Ébola na RDC já soma 6.686 casos e 3.226 mortes, com a OMS a ampliar a resposta. Autoridades e agências alertam para défice de camas, profissionais e acesso em zonas inseguras.
Pontos-chave
A epidemia de Ébola na República Democrática do Congo continua a piorar, com 6.686 casos confirmados e 3.226 mortos, segundo os dados mais recentes citados pelas autoridades sanitárias e pela imprensa regional. Com uma letalidade de 48,3%, o surto é tratado como o mais grave e mortal de sempre no país.
A OMS intensificou a resposta no terreno com a instalação de mais de 500 tendas para triagem, isolamento e tratamento, além da expansão de centros de cuidados. Apesar desse reforço, a agência estima que ainda sejam necessárias mais 1.600 camas para acompanhar a dimensão da crise.
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O sistema de saúde também enfrenta falta de pessoal: a organização calcula que são precisos cerca de 9.000 profissionais, mas apenas 4.000 estão mobilizados. O défice dificulta a assistência, sobretudo porque o vírus exige equipas numerosas, equipamentos de proteção e operações dispendiosas em cada unidade de tratamento.
A resposta tem sido travada pela insegurança no leste congolês e por uma cobertura desigual nas províncias afetadas. Ituri continua no epicentro, enquanto outras regiões como Kivu do Norte, Kivu do Sul, Alto Uélé, Baixo Uélé e Tshopo permanecem sob vigilância. Kivu do Sul não regista novos casos há 97 dias.
As autoridades de saúde da RDC sublinham que a vigilância, o rastreio de contactos e a assistência médica seguem em reforço, mas alertam para a persistência de riscos culturais e logísticos. A doença, transmitida por contacto com fluidos corporais, provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragia interna.
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