Inflação cai para 8,78% e mantém travagem

Resumo: A inflação em Angola recuou para 8,78% em Agosto de 2026, a segunda leitura consecutiva abaixo de 10%. O INE destaca desaceleração generalizada e pressão maior da alimentação.
Pontos-chave
Em Agosto de 2026, a inflação homóloga em Angola recuou para 8,78%, confirmando a segunda leitura consecutiva abaixo de dois dígitos. O INE aponta uma desaceleração mensal de 0,55 pontos percentuais e uma queda de 10,09 pontos face ao mesmo período de 2025, sinalizando alívio gradual sobre os preços.
Os dados do IPCN mostram que a tendência descendente já se prolonga há vários meses. Depois de 9,33% em Julho, o país regista agora a taxa mais baixa em mais de uma década, com referência ao período anterior a Dezembro de 2013. A sequência reforça a percepção de arrefecimento do ritmo inflacionário.
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Entre as classes com maior impacto no índice, destaca-se alimentação e bebidas não alcoólicas, responsável por 6,01 pontos percentuais da variação total. Seguem-se bens e serviços diversos, saúde e educação, embora a própria educação tenha apresentado uma das maiores subidas homólogas, com 19,33%, segundo as notas divulgadas.
A desaceleração não foi uniforme no território. Cabinda, Malanje e Lunda Sul surgiram entre as províncias com maiores variações de preços, enquanto Cuanza Norte, Huambo e Cunene tiveram as menores leituras. O retrato regional mostra que a pressão sobre o custo de vida continua desigual, apesar da melhoria nacional.
Com este resultado, o INE confirma um quadro de maior estabilidade no mercado interno, apoiado numa recolha ampla de preços em lojas e mercados de todo o país. A leitura de Agosto é interpretada como mais um passo na travagem da inflação, embora a alimentação continue a ser o principal foco de pressão sobre as famílias.


