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Resumo: Três filhas, em conluio com a mãe, puseram o pai fora de casa no bairro Dimuca, Luanda, depois de descobrirem que ele mantinha outra relação.
Em 1.º de maio de 2025, no bairro Dimuca, Sambizanga (Luanda), três filhas de 17, 22 e 27 anos expulsaram o pai de casa após confirmarem que ele mantinha uma segunda companheira. A mãe participou no plano, arrumou as malas e preparou-se. O incidente deu-se por volta das 10h00, quando o homem regressou do trabalho e recebeu uma ordem de despejo inesperada.
Segundo relatos recolhidos pelo Correio da Kianda, as jovens disseram ao progenitor: “A partir de hoje já não podes ficar nesta casa”. O pai, surpreso, perguntou à esposa de onde vinham aquelas informações; em resposta, recebeu as malas fechadas, sinal de decisão firme. A cobertura do AngoRussia confirma que tudo estava planeado desde cedo, após boatos sobre a nova relação circularem pelo bairro.
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Embora a poligamia exista informalmente em Angola, o ordenamento jurídico reconhece apenas um casamento. Analistas e comentadores de rádio notaram que, neste caso, as filhas invocaram o direito da mãe à fidelidade e ao domicílio familiar, assumindo uma postura activa incomum. Nenhuma agressão física foi registada; o gesto manteve-se simbólico, logístico, mas rapidamente ganhou força nas redes sociais e programas matinais.
Juristas lembram que a casa familiar, caso esteja em nome do pai, não pode ser juridicamente tomada sem ordem de despejo. Todavia, a lei prevê para proteger cônjuges quando há violência patrimonial ou psicológica persistente. Se se sentir lesado, o pai pode pedir reintegração de posse, mas até agora nenhuma queixa foi registada junto das autoridades locais.
O episódio reacendeu debates sobre monogamia, respeito parental e autonomia das mulheres jovens. Programas televisivos citaram uma psicóloga que considerou a expulsão “um limite claro” traçado pelas filhas para proteger a mãe. Moradores do Sambizanga relatam que o homem procurou abrigo temporário com amigos, enquanto a família cogita mediação comunitária ou aconselhamento jurídico para recompor a convivência e definir o futuro do casal.
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