
Imagem: O País
Resumo: O 4.º Fórum Energia e Ambiente juntou Governo, empresas e consultores para debater a reforma do sector eléctrico, a entrada de privados e o ajuste das tarifas, num contexto de problemas na distribuição e na cobrança.
No 4.º Fórum Energia e Ambiente, promovido pelo Jornal Expansão, o Executivo destacou a reforma do sector eléctrico e as Parcerias Público-Privadas como instrumentos para desenvolver o Sistema Eléctrico Nacional. O secretário de Estado para a Energia, Arlindo Bota Manuel Carlos, referiu que Angola dispõe de cerca de 6.400 MW de capacidade instalada e de uma matriz de produção estimada em 70% renovável, além de avanços na interligação das regiões e novos projectos de integração regional.
[2] O PaísA revisão da Lei Geral de Electricidade, aprovada em 2025, foi apresentada como base de um novo modelo de mercado, com maior eficiência, transparência, sustentabilidade e participação privada. Entre os pontos citados estão a separação entre Operador do Mercado e Operador do Sistema e a criação de condições para relações comerciais mais directas entre produtores, comercializadores e grandes consumidores.
[2] O PaísReceba uma seleção clara todas as manhãs, às 07h.
Selecionadas entre 22 fontes.
Um e-mail por dia. Cancele quando quiser.
Do lado das empresas e especialistas, houve convergência de diagnóstico, mas não de prioridade. O administrador da ENDE, Gelson Pinto, admitiu dificuldades na distribuição e sublinhou a resistência ao pagamento da energia num contexto de tarifas consideradas baixas face aos custos. Já Mauro Martins, da RNT, defendeu que a melhoria do serviço público e o ajustamento tarifário devem avançar ao mesmo tempo para atrair novos operadores, enquanto Alberto Biamonti, da Mitrelli, sustentou que é preciso aumentar tarifas para melhorar investimento na distribuição e na produção. A consultora Verónica Choconesa defendeu uma abordagem a toda a cadeia, com mais PPP, tecnologia e fontes alternativas, lembrando que o país ainda regista perdas técnicas significativas.
[1] ExpansãoAinda não há comentários.