
Resumo: Higino Carneiro formalizou a candidatura à liderança do MPLA com mais de 19 mil assinaturas e acusou pressões sobre as equipas de recolha.
Higino Carneiro formalizou a candidatura à liderança do MPLA com cerca de 19 mil assinaturas, recolhidas nas 21 províncias. O general afirmou que o apoio mostra a mobilização dos militantes e a força da sua base política, num processo que antecede o congresso extraordinário marcado para dezembro.
Durante a entrega da documentação, o pré-candidato disse ter enfrentado pressões e perseguições contra as equipas que recolhiam subscrições. Em alguns momentos, explicou, foi necessário chamar a polícia para garantir a segurança das pessoas envolvidas, depois de conflitos e incidentes registados no terreno.
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Carneiro pediu que a subcomissão de candidaturas e os órgãos internos do partido atuem com transparência, legalidade e rigor. Defendeu ainda que nenhum militante está acima dos estatutos do MPLA e insistiu que a disputa deve respeitar a liberdade de participação e a vontade dos membros.
O general também referiu a acusação da Procuradoria-Geral da República por peculato e branqueamento de capitais, dizendo ter sido surpreendido e esperando pelos desenvolvimentos do processo. Para já, afirmou, essa situação não compromete a sua candidatura nem o caminho político que pretende seguir.
Além de Higino Carneiro, João Lourenço foi o primeiro a formalizar a candidatura. O congresso de dezembro deverá definir a nova liderança do MPLA e pode influenciar o cenário político rumo às eleições gerais de 2027, num contexto de disputa interna e forte atenção pública.
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