Jovens são apelados a ouvir mais velhos para preservar memória colectiva e reforçar reconciliação nacional

Imagem: Correio Kianda
Resumo: Num debate sobre reconciliação em Luanda, participantes defenderam que a memória dos conflitos políticos deve ser preservada com o testemunho dos mais velhos e com o trabalho da CIVICOP junto das famílias das vítimas.
Pontos-chave
Em Luanda, numa conferência sobre reconciliação nacional, o estudante Luís Alfredo defendeu que os jovens devem ouvir directamente os mais velhos para conhecer a história de Angola, preservar a memória colectiva e evitar a repetição de erros do passado. A mesma linha foi reforçada por outros intervenientes, que ligaram a reconciliação à preservação da memória e à dignificação das vítimas dos conflitos políticos.
[2] Correio Kianda[1] Jornal de AngolaA professora Teresa João afirmou que o processo de identificação e entrega dos restos mortais às famílias, no âmbito da CIVICOP e do programa "Abraçar e Perdoar", representa um avanço e um conforto para as famílias enlutadas. Já Luís Jimbo, da CIVICOP, destacou que o pedido de desculpas do Estado angolano, feito pelo Presidente João Lourenço, foi um reconhecimento oficial que ajudou a dar consolo às famílias.
[2] Correio Kianda[1] Jornal de Angola
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Os participantes também sublinharam o papel da Igreja e da sociedade civil no acompanhamento das famílias, bem como a importância de iniciativas como enterros condignos, certificados de óbito e a construção de um memorial para as vítimas dos conflitos políticos. No entendimento dos intervenientes, a reconciliação depende não só do Estado, mas também da participação activa das novas gerações.
[1] Jornal de Angola[2] Correio Kianda



