Alterações à lei sobre branqueamento
Por TopAngola ·

Resumo:
Parlamento debate e aprova alterações à lei de prevenção e combate ao branqueamento de capitais, alinhando regras com recomendações internacionais e reforçando mecanismos de investigação.
Pontos-chave:
No dia 9 de junho de 2026, deputados reuniram-se em plenário para debater em especialidade a proposta que altera a Lei de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais. O debate focalizou-se em pontos técnicos e processuais, visando atender às recomendações do GAFI e melhorar a capacidade institucional de investigação e supervisão dos crimes financeiros no país.
A proposta inclui mudanças na tipificação penal do crime de branqueamento de capitais, com vista a permitir responsabilizar autores mesmo quando o crime subjacente não tenha tido condenação. Os legisladores destacaram que tais alterações pretendem reforçar a eficácia das investigações, garantindo maior capacidade de rastreio de fluxos ilícitos e identificação de beneficiários efetivos das entidades jurídicas envolvidas.
Entre as medidas previstas estão o aperfeiçoamento dos instrumentos de identificação e monitorização de operações suspeitas, bem como o fortalecimento das instituições responsáveis pela fiscalização. Parlamentares salientaram a importância de maior transparência na titularidade das empresas e de mecanismos que facilitem cooperação internacional, apontando que essas mudanças podem contribuir para a eventual saída da chamada lista cinzenta.
O voto na especialidade mostrou apoio substancial à revisão legislativa, seguindo a aprovação prévia na generalidade com larga maioria. Espera-se que a proposta siga para votação final global em data a fixar, após a incorporação de contributos técnicos. O Executivo defende que as alterações são pontuais mas necessárias para alinhar o quadro normativo angolano com padrões internacionais e reforçar a credibilidade junto aos parceiros financeiros.
Analistas e operadores financeiros consideram que as reformas poderão melhorar a prevenção e combate ao branqueamento, reduzindo riscos reputacionais e facilitando a integração do sistema financeiro nacional em fluxos internacionais lícitos. Contudo, alertam para a necessidade de dotar as autoridades com recursos humanos e tecnológicos adequados para que as novidades legais se traduzam em resultados práticos e sustentáveis no combate à criminalidade económica.


