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Resumo: Isabel Correia denuncia prisão arbitrária do filho e apela a João Lourenço pela libertação. Ela critica a falta de transparência no caso.
Em 10 de setembro de 2025, em Luanda, Isabel Correia, mãe do activista Osvaldo Caholo, divulgou um apelo urgente ao Presidente João Lourenço. Ela classificou como arbitrária a detenção do filho e solicitou a intervenção das instituições de justiça. O pronunciamento foi feito ao jornal O Decreto, que cobriu o caso em primeira mão, mobilizando apoio de organizações da sociedade civil.
Isabel Correia afirmou: “Ele defende o povo angolano e o bem-estar das pessoas, e por isso foi preso”. Com essa declaração, ela destacou que falar não é crime e reforçou o papel do activista como voz das comunidades locais. A entrevistada sublinhou a urgência de garantir direitos básicos, ressaltando a importância da liberdade de expressão em Angola. Ela usou dados independentes para destacar detenções anteriores sem transparência.
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Esta foi a segunda prisão de Osvaldo Caholo, que já havia sido detido no processo dos 17 activistas por se reunir para discutir o livro Da Ditadura à Democracia, de Gene Sharp. Naquela ocasião, o grupo analisou métodos de resistência pacífica. Ativismo literário tornou-se alvo de repressão, apontam especialistas, o que evidencia o cerceamento de debates acadêmicos e culturais em Angola.
Segundo Isabel, o activista ficou até um mês em cela sem banho de sol, com visitas limitadas a apenas cinco minutos. Ela denunciou e falta de higiene, relatando que familiares eram barrados sem justificativa clara. Esse cenário agravou a apreensão pública, motivando protestos de direitos humanos. e condições precárias reforçam preocupações sobre o respeito a padrões internacionais de detenção.
Isabel acusou as autoridades de agir sob “ordens superiores” e cobrou transparência sobre quem determinou a prisão. Em apelo às mães angolanas, ela defendeu: “Vamos nos juntar e lutar contra este partido que nos faz sofrer”. Ela criticou ainda a governação de João Lourenço, apontando fome e pobreza extrema. O pedido final foi por mudança política e liberdade imediata de Caholo.
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