Mais rigor na gestão das maternidades

Resumo: Ministra da Saúde exige maior rigor na gestão das maternidades para reduzir óbitos evitáveis e melhorar atendimento. Medidas incluem disciplina, formação e melhor coordenação entre unidades.
Pontos-chave
Em 8 de abril de 2026, durante reunião com diretores hospitalares em Luanda, a ministra Sílvia Lutucuta destacou falhas críticas nas maternidades, nomeadamente transferências inadequadas e atrasos em emergências obstétricas; a governante apelou a uma abordagem humana e técnica para evitar que vidas sejam perdidas por falhas de organização e comunicação entre unidades de saúde.
A titular da Saúde anunciou medidas disciplinares e administrativas para profissionais que não cumpram responsabilidades, incluindo a devolução de horas extras pagas indevidamente e processos internos; enfatizou-se também a necessidade de gestão rigorosa de pessoal, fiscalização constante e mecanismos eficazes de responsabilização para garantir padrões mínimos de atendimento nas maternidades.
Foi decidida a criação de linhas de consulta especializadas para médicos em baixa médica e a organização de quatro pólos de atendimento reforçado para emergências obstétricas, além do reforço do acompanhamento pré-natal; estas ações visam fortalecer a referência e o transporte de pacientes, reduzir atrasos e assegurar que cada gestante receba monitorização adequada durante o trabalho de parto.
A ministra sublinhou a importância da formação contínua, com atenção às idades e capacidades dos médicos, garantindo que jovens especialistas estejam aptos a atender emergências cirúrgicas; propôs-se ainda a atualização de partogramas e programas de formação no âmbito do PFRHS, de modo a uniformizar práticas clínicas e elevar a qualidade e humanização do atendimento obstétrico.
No encerramento, Lutucuta apelou para que cada gestante seja tratada com o cuidado devido a um familiar próximo e afirmou: “Estamos aqui para salvar vidas”; reforçou-se a necessidade de melhorar comunicação entre serviços, protocolos de transporte e tempo de resposta, medidas consideradas essenciais para reduzir mortalidade materna e neonatal e aumentar a confiança da população nos serviços públicos.


