Oficiais de Justiça voltam à greve e exigem reajuste salarial, pagamentos em atraso e melhores condições de trabalho

Imagem: Correio Kianda
Resumo: O Sindicato dos Oficiais de Justiça de Angola retomou a paralisação para pressionar o Governo a cumprir o acordo de Janeiro e responder às reivindicações da classe, incluindo salários, emolumentos e condições laborais.
Pontos-chave
Os Oficiais de Justiça de Angola entraram em greve geral para exigir reajuste salarial, melhoria das condições de trabalho, regularização de valores remuneratórios em atraso e actualização de categorias e promoções extraordinárias. O SOJA diz que o Governo não cumpriu compromissos assumidos num acordo celebrado em Janeiro e mantém também no centro da contestação a questão dos emolumentos unificados e dos pagamentos em atraso há mais de três meses.
[2] Correio Kianda[1] Novo JornalSegundo os relatos, o primeiro dia da greve teve forte adesão em várias províncias, com serviços encerrados em alguns locais. Ao mesmo tempo, o sindicato afirma continuar disponível para negociar e pede que o Governo volte à mesa do diálogo para concretizar os pontos do memorando que levaram à suspensão da paralisação anterior.
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A contestação inclui ainda críticas à gestão do Cofre Geral de Justiça e pedidos de um cronograma para pagar os valores em atraso, de um mecanismo transitório de pagamento e de identificação de responsabilidades pelos atrasos. Zacarias Ngola, do SOJA no Cuanza-Sul, disse que a greve actual corresponde ao levantamento da suspensão da paralisação anterior e mencionou ministérios e instituições que, segundo o sindicato, estiveram envolvidos nas negociações.
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