Angola reduz mortalidade infantil, melhora saúde

Resumo: IIMS 2023/2024 indica mortalidade infantil de 44 para 32 e de menores de 5 anos de 68 para 52 por mil, com taxa de filhos reduzida de 6,2 para 4,8.
Pontos-chave
Em 21 de outubro de 2025, durante a 3.ª Jornada de Enfermagem da Maternidade Lucrécia Paim, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, apresentou os resultados do IIMS 2023/2024. Os indicadores revelaram uma queda significativa nas taxas de mortalidade materna e infantil, reforçando o papel das políticas públicas e investimentos em infraestrutura hospitalar no âmbito do sistema nacional de saúde. Este avanço reflete esforços coordenados entre governo e parceiros de saúde.
O IIMS 2023/2024 apontou que a mortalidade infantil caiu de 44 para 32 por mil nados-vivos, enquanto a de menores de cinco anos passou de 68 para 52. Esses resultados demonstram melhorias substanciais no acompanhamento pré-natal, nas práticas de parto e no acesso a serviços essenciais, incluindo imunizações precoces e intervenções nutricionais adaptadas às necessidades das mães e recém-nascidos. Isso reflete parcerias e formação contínua das equipas de enfermagem.
Os dados também destacam uma redução na taxa média de filhos por mulher, de 6,2 em 2015/2016 para 4,8 em 2023/2024. Essa diminuição evidencia avanços no planeamento familiar e no acesso a métodos contraceptivos, apoiados por campanhas de sensibilização em zonas urbanas e rurais. Programas de educação sexual e distribuição gratuita de anticoncepcionais foram cruciais para alcançar esses resultados, promovendo escolhas reprodutivas informadas.
A ministra sublinhou o papel determinante dos profissionais de enfermagem no cuidado materno-infantil, desde consultas gerais e de pré-natal até ao acompanhamento durante o parto e no pós-parto. Segundo Sílvia Lutucuta, a competência, serenidade e humanidade dos enfermeiros garantem o bem-estar das famílias e reforçam a confiança na rede de saúde pública, essencial para manter as tendências de melhoria a médio e longo prazo.
O programa “Nascer Livre para Brilhar” foi destacado por prevenir a transmissão vertical do VIH, com intervenções precoces e testagem obrigatória em grávidas. Além disso, a administração imediata de vacinas contra hepatite B, BCG e pólio nas primeiras 24 horas de vida reforça a proteção das crianças. Essas práticas de saúde neonatal são fundamentais para a redução de doenças preveníveis e a consolidação dos ganhos alcançados.


