Quiluma inicia exportação de gás

Resumo: O Novo Consórcio de Gás (NGC) iniciou o fornecimento de gás do campo Quiluma, com exportação inicial de 150 MMSCF/dia e previsão de subida para 314 MMSCF/dia até ao fim do ano.
Pontos-chave
O Novo Consórcio de Gás (NGC), liderado pela Azule Energy, anunciou o início do fornecimento de gás proveniente do campo Quiluma, com uma exportação inicial de 150 milhões de pés cúbicos por dia. O arranque marca um passo relevante na operacionalização de infra‑estruturas offshore e onshore que visam aumentar a produção e garantir fornecimentos regulares para mercados externos.
A plataforma Quiluma é destacada como a maior estrutura instalada na região do Ambriz, com um jacket de 2.500 toneladas e topsides de 2.700 toneladas, enquanto a unidade onshore no Soyo tem capacidade de processamento de 400 MMSCF/dia e produção de 20 mil barris de condensados por dia. Estes números reforçam a dimensão técnica e logística do projecto no contexto nacional.
Durante a fase de construção e montagem foram mobilizados mais de cinco mil trabalhadores angolanos, contribuindo para emprego directo e indirecto ao longo do ciclo de vida do projecto. O consórcio integra Azule Energy (37,4%), CABGOC (31%), Sonangol E&P (19,8%) e TotalEnergies (11,8%), ilustrando uma parceria público‑privada com foco em conteúdo local e transferência de tecnologia.
Representantes como o presidente da ANPG, Paulino Jerónimo, e o CEO da Azule Energy, Joseph Murphy, enfatizaram o impacto do início do fornecimento na diversificação energética nacional, na estabilidade de abastecimento e na promoção de uma geração de energia mais eficiente e com menor intensidade carbónica. O arranque é visto como um contributo para o crescimento económico sustentável de Angola.
O projecto, avaliado em milhares de milhões de dólares e inaugurado em 2025, posiciona Angola numa linha de frente das soluções energéticas modernas. Analistas e autoridades realçam que o aumento gradual até 314 MMSCF/dia previsto até ao final do ano deverá potenciar exportações e fortalecer políticas nacionais de energia e industrialização.


