Relatório UNITA aponta centenas de mortes

Resumo: Relatório do governo sombra da UNITA documenta mortes e violações durante as revoltas de 2025, atribuindo responsabilidade estatal e pedindo investigação internacional. Síntese consolidada de três apurações jornalísticas.
Pontos-chave
O relatório da UNITA consolida investigações sobre os episódios de Junho/Julho de 2025 e apresenta números que divergem das estatísticas oficiais. Em Luanda e outras províncias foram documentadas dezenas de mortos, com relatos que apontam para uso excessivo da força por parte das forças de segurança. O documento exige transparência, identificação de responsáveis e abertura de processos judiciais fundamentados em provas.
As apurações combinadas destacam um padrão contínuo de violações de direitos humanos ao longo do mandato presidencial, segundo o documento. Entre 2018 e 2025 a UNITA contabiliza centenas de vítimas em operações estatais e crises sociais, alegando execuções sumárias, detenções arbitrárias e falta de responsabilização institucional. O relatório pede monitoramento internacional e mecanismos de proteção às famílias das vítimas.
Ao cruzar testemunhos, registos e dados locais, a UNITA descreve os eventos de Julho como reação a um quadro socioeconômico gravemente adverso: inflação elevada, desvalorização da moeda e desemprego juvenil. A análise aponta que a repressão exacerboulhes a gravidade e que jovens foram alvo frequente. O relatório reclama reformas estruturais e políticas públicas que ataquem as causas subjacentes da mobilização.
Foram destacados casos emblemáticos por sua violência e simbolismo, incluindo mortes em Malanje e em bairros de Luanda com forte repercussão pública. O documento defende que os números verificados e os nomes das vítimas estão documentados e sujeitos a prova em sede judicial. A UNITA solicita que a Procuradoria-Geral da República abra investigações independentes e céleres para apurar responsabilidades penais.
Como conclusão, o relatório apela ao diálogo nacional, ao respeito por compromissos internacionais e à reforma das forças de segurança para evitar novas perdas de vidas. A UNITA afirma que o objetivo é promover justiça e fortalecer a confiança nas instituições, não desestabilizar o país; propõe acompanhamento por parceiros multilaterais e medidas de reparação para as famílias afetadas.


