Salim Valá defende que corredores em Moçambique devem gerar produção, emprego e valor local no Fórum de Investimento da África Lusófona

Imagem: Forbes África Lusófona
Resumo: No Fórum de Investimento da África Lusófona, em Cabo Verde, o ministro moçambicano da Planificação e Desenvolvimento disse que os corredores de transporte só fazem sentido se deixarem mais produção, emprego e empresas no país. O encontro juntou outras vozes lusófonas que também pediram mais articulação, financiamento e projectos concretos.
Pontos-chave
Salim Cripton Valá defendeu que Moçambique tem de converter a sua posição geográfica em produção nacional, emprego e desenvolvimento económico, em vez de depender sobretudo da circulação de mercadorias e da exportação de recursos naturais. O ministro resumiu a ideia com a frase: “Um corredor não vale apenas pelo que passa. Vale pelo que fica”, ao apresentar a visão do Governo para os corredores de desenvolvimento no Fórum de Investimento da África Lusófona, na Ilha do Sal.
[1] Forbes África LusófonaSegundo os números apresentados por Valá, Moçambique recebeu cerca de 5,6 mil milhões de dólares de investimento directo estrangeiro em 2025, mas a maior parte foi para a indústria extractiva, enquanto a indústria transformadora ficou com uma fatia pequena. O ministro também apontou o emprego como pressão central: disse que entram no mercado de trabalho cerca de 500 mil jovens por ano, face a uma capacidade de criação de cerca de 25 mil empregos formais. Para responder a este desequilíbrio, o Governo quer reforçar agricultura, agro-processamento, logística, serviços e ligações com empresas nacionais.
[1] Forbes África Lusófona



