Huambo – A Administração do munípcio do Huambo apelou, esta segunda-feira, à consciência dos munícipes e ao exercício de uma cidadania participativa, como factores essenciais para o desenvolvimento sustentável circunscrição.
Huambo – A Administração do munípcio do Huambo apelou, esta segunda-feira, à consciência dos munícipes e ao exercício de uma cidadania participativa, como factores essenciais para o desenvolvimento sustentável circunscrição.
Ao intervir nas celebrações dos 114 anos da cidade do Huambo, a administradora adjunta para a Área Política, Social e das Comunidades, Marta Mendes Teixeira, afirmou que o futuro da cidade começa na consciência de cada cidadão.
Considerou a participação dos munícipes uma premissa para que os investimentos públicos em infra-estruturas e no rejuvenescimento urbano produzam impactos reais e duradouros.
Realçou que a contribuição e a atitude de cada cidadão são determinantes para a preservação do património público, a requalificação urbana, a melhoria das linhas de drenagem, a recuperação das estradas e a modernização dos bairros periféricos.
Sublinhou que a concretização destas acções exige uma consciência colectiva capaz de prevenir actos de vandalismo e assegurar a preservação dos bens públicos.
Neste aniversário, disse, a mensagem da Administração do Huambo continua a ser de confiança, mas também de responsabilidade, para que as autoridades e os municípes cumpram as suas responsabilidades na construção de uma cidade mais organizada e sustentável.
“Quando o poder público e os cidadãos caminham na mesma direcção, os resultados tornam-se mais fortes e sustentáveis”, afirmou.
Reconheceu que a dimensão da cidade, o crescimento populacional e a expansão dos bairros colocam desafios permanentes à recolha e ao tratamento de resíduos, à limpeza das ruas e à manutenção das zonas urbanas.
Afirmou que a resposta a estes desafios exige uma mudança profunda de comportamento dos munícipes, uma vez que a Administração Municipal, por si só, não consegue solucionar todas as necessidades da cidade.
Defendeu maior participação da juventude na vida do município, pois esta franja não deve ser vista apenas como beneficiária das políticas públicas, mas também como parceira da governação e protagonista do desenvolvimento local.
Apontou os programas comunitários, o empreendedorismo, a agricultura, o sector empresarial, a cultura, o desporto, as universidades e as tecnologias como áreas com potencial para a participação activa da juventude.
Disse que a Administração do Huambo pretende incentivar os jovens a criar soluções tecnológicas e a utilizar as redes sociais para promover a imagem da cidade, bem como reforçar a consciência sobre os direitos e deveres dos cidadãos.
Apelou ainda à participação da juventude na prevenção e combate aos actos de vandalismo contra os bens públicos.
Dados históricos
A cidade do Huambo foi fundada a 21 de Setembro de 1912 pelo então governador-geral de Angola, general e político português José Mendes Ribeiro Norton de Matos.
A urbe nasceu no Planalto Central de Angola, num contexto marcado pela construção do Caminho-de-Ferro de Benguela, factor que contribuiu para o seu crescimento e desenvolvimento.
Em 1928, a cidade passou a designar-se Nova Lisboa, numa tentativa de a transformar na capital de Angola, devido à sua localização central e ao clima ameno. A mudança, contudo, não se concretizou.
Após a independência de Angola, em 1975, a cidade recuperou a designação de Huambo.
O nome Huambo está associado a Wambo Kalunga, considerado o fundador mítico do antigo reino local de Wambu, também designado Wambo. JSV/ALH




