Lubango - Mil e 103 jovens beneficiam de iniciativas agro-pecuárias e associativas apoiadas pela Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA), na Huíla, 45 por cento dos quais são mulheres.
Lubango - Mil e 103 jovens beneficiam de iniciativas agro-pecuárias e associativas apoiadas pela Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA), na Huíla, 45 por cento dos quais são mulheres.
Os números foram avançados hoje, quarta-feira, à ANGOP, no Lubango, pela directora da ADRA na Huíla e Namibe, Anastácia Tchilete, no âmbito do Dia Internacional da Juventude (12 de Agosto).
Acrescentou que no seu Plano Estratégico (2023-2027), a ADRA desenvolve acções de apoio às iniciativas organizativas e económicas de jovens, como formação técnico-profissional e subvenção a micro-projectos, numa parceria com conselhos municipais da juventude, direcções municipais afim e o INEFOP.
A directora acrescentou que 324 jovens, dos quais 183 mulheres, membros de organizações comunitárias de base implementam pequenas iniciativas geradoras de rendimento, através de recursos das caixas comunitárias e de subvenções a micro-projectos para o desenvolvimento local.
No domínio académico, disse a entrevistada, a ADRA apoiou, entre 2020 e 2026, 101 jovens estudantes, dos quais 55 por cento mulheres, na realização de estágios curriculares e na elaboração de trabalhos de fim de curso, em parceria com instituições académicas.
Segundo Anastácia Tchilete esse apoio fundamenta-se pelo facto de Angola ser um país jovem, com uma média de idade de 16 anos e 45 por cento da população tem menos de 14 anos.
Entre os principais desafios, a directora apontou a necessidade de maior investimento no desenvolvimento pessoal, formação profissional e técnica, acesso às tecnologias ajustadas às exigências do mercado e políticas de apoio ao fomento empresarial capazes de ampliar as oportunidades de emprego.
Considerou também preocupante o desfasamento entre o sistema de educação e as exigências do mercado, uma vez que muitos jovens concluem a formação sem competências práticas que lhes permitam gerar rendimento ou criar iniciativas económicas.
Quanto à participação comunitária, considerou moderado o nível de envolvimento dos jovens nos municípios onde a ADRA intervém na Huíla e no Namibe, salientou que, apesar da presença nos espaços de diálogo e consulta, a influência sobre as decisões ainda é limitada. BP/MS




