Água potável chega a três mil famílias no Sequele

Três mil famílias do bairro Canjinji, no município do Sequele, província de Icolo e Bengo, começaram, quinta-feira, a ter acesso à água potável, no quadro de um projecto de ligações domiciliares efectuadas a 300 residências.
O governador provincial, Auzílio Jacob, garantiu que as autoridades vão continuar a prestar atenção especial a todas as localidades que estão privadas do abastecimento de água, mas pediu também às famílias beneficiadas nessa fase, a cuidarem dos meios dos serviços colocados à sua disposição.“Pedimos aos moradores deste bairro, que receberam a primeira ligação, que não se transformem em agentes de venda de água. Nos outros bairros, notámos que alguns arranjam torneiras para desviar o curso normal das condutas de água”, disse. O governante referiu que as torneiras colocadas em cada residência vão permitir que cada cidadão consuma água tratada e com a responsabilidade de pagar a sua conta à Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL). Energia eléctricaQuanto ao abastecimento de energia eléctrica pelos postos de transformação (PT) privados, Auzílio Jacob assegurou que esse problema vai ser resolvido dentro de dias e vai ser a própria Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) a assumir a prestação do serviço, em todas as localidades da província. "Dentro de alguns dias, vamos colocar neste bairro dois PT para estender energia a 70 por cento da população, para a posterior celebração dos contratos com a ENDE. O consumo vai ser por via do sistema pré-pago”, garantiu. SatisfaçãoO coordenador da Comissão de Moradores do bairro Canjinji, Franco Nguvu, manifestou, em nome da comunidade, satisfação pela instalação das torneiras nas residências, cujo investimento está a possibilitar que as famílias tenham acesso a água potável. Em declarações ao Jornal de Angola, o líder comunitário disse que, no bairro, habitam cerca de 21 mil moradores divididos por 11 zonas. “ Antes de termos a ligação domiciliar, cada morador buscava água da sua maneira. Os que têm tanques em casa, compravam cisterna de 10 mil litros no valor de 25 mil kwanzas e outros acarretavam nos chafarizes ou em outras zonas”, disse. Luísa Januário, residente no bairro Canjinji há três anos, disse que, antes, para ter acesso à água gastava mensalmente 25 mil kwanzas para encher o tanque. “Hoje ao ver a água a jorrar no quintal da minha casa, sinto-me bastante aliviada. É uma mais- valia ter água em casa”, reconheceu.


