A Organização Não-Governamental (ONG) Acção para a Igualdade no Campo (AIC) lançou, na última sexta-feira, em Luanda, um programa estratégico que visa promover os direitos, a autonomia e a liderança de mulheres e meninas nas comunidades rurais e periurbanas.
Ao intervir no acto de apresentação, realizado no Auditório das Irmãs Paulinas, na Vila Alice, a fundadora do projecto, Cecília Kitombe, explicou que a AIC pretende transformar a igualdade de género numa realidade prática.
Para a responsável, a afirmação da igualdade não pode continuar a ser apenas uma promessa inscrita em discursos e documentos, devendo traduzir-se em direitos exercidos, oportunidades reais, recursos acessíveis e poder de decisão efectivo.
A activista social sublinhou que defender os direitos das mulheres é o caminho para construir uma sociedade mais justa. Na sua visão, investir nessa franja social significa ampliar as possibilidades de futuro e assegurar a autonomia financeira e social das mulheres no meio rural.
“Não haverá desenvolvimento verdadeiramente inclusivo enquanto as desigualdades que afectam as mulheres e meninas continuarem a ser tratadas como questões secundárias”, afirmou Cecília Kitombe.
Apelo
Durante o evento, as participantes sublinharam a urgência de uma aliança estratégica entre o Estado, as Organizações Não-Governamentais (ONG) e a sociedade civil. Na visão do grupo, esta articulação conjunta é fundamental para alavancar o desenvolvimento socioeconómico e transformar o futuro das comunidades rurais em Angola.




